Briefing | A marca chegou a Portugal há cinco anos. Nessa altura houve alguma preocupação com a adaptação do conceito ao mercado nacional ou foi transposto o modelo global?
Luís Rocha e Mello | A Starbucks mantem-se fiel ao seu conceito e ideal de marca, com a sua experiência única para cada cliente único, qualquer que seja o país onde se estabeleça.
É, no entanto, evidente, a sua preocupação em escutar o mercado local e em adaptar-se sem que o acima referido seja afetado. Em Portugal temos a incorporação de fornecedores e produtos locais desde o primeiro momento, tais como o leite português (um produto essencial para a marca e que obedece a rigoroso controle de qualidade), as águas portuguesas e produtos de food também portugueses (pastel de nata, tachinho do abade, entre outros).
Cada vez mais o próprio design e materiais utilizados na construção das lojas adaptam-se à realidade local e suas especificidades – um bom exemplo é a loja de Belém.
Briefing | Que balanço faz desses cinco anos?
LRM | O balanço é bastante positivo. As expectativas que criámos inicialmente têm vindo a ser superadas, o que nos deixa muito satisfeitos e convencidos de que estamos no caminho certo. Temos neste momento oito lojas em funcionamento na zona da Grande Lisboa, mais de 205.000 fãs no Facebook, cada vez mais clientes habituais portugueses e muitos amantes da nossa “bica Starbucks”. Somos neste momento 105 partners (colaboradores) aos quais acrescem cerca de 20 da loja licenciada situada no aeroporto.
Briefing | As lojas estão concentradas em Lisboa. Há planos para mais lojas e mais geografias?
LRM | Acreditamos muito no potencial do mercado português e esperamos vir a abrir mais lojas não só em Lisboa, mas também em outras zonas do país.
Briefing | A marca tanto tem lojas de rua como em centros comerciais. O que determina esta dupla aposta?
LRM | Procuramos estar onde os nossos clientes querem que estejamos. Sempre que entendermos que uma determinada localização segue esta lógica e se enquadra na estratégia de expansão prevista procuramos abrir aí uma loja.
Briefing | Qual a estratégia de marketing para o mercado nacional? Como se promove?
LRM | A estratégia de Marketing da Starbucks Portugal segue a estratégia delineada pela Starbucks EMEA com algumas pequenas adaptações ao mercado local, tais como bebidas de campanha mais adaptadas ao gosto local. São seis as campanhas que desenvolvemos todos os anos, além de ações promocionais diversas e de acordo com a época e necessidade.
Briefing | E quanto ao investimento publicitário? Como é canalizado?
LRM | A Starbucks Portugal utiliza as suas lojas, os seus relacionamentos únicos para com cada cliente único, a bebida perfeita, a experiência especial, de terceiro lugar, que transmite sempre a cada cliente, como a sua “publicidade”. São os partners, as lojas e os seus produtos que fazem a diferença. O cliente vem pelo café, fica pelo ambiente e volta pelos relacionamentos!


