Da simplicidade ao manifesto

Frederico Roberto, Digital Assistant Creative Director at Inferno Ultimamente, parece que os criativos publicitários só sabem pensar em jeito de manifesto. Como que para justificar uma ideia precisamos de uma grande e elaborada história. Newsflash people: we don’t.

Aliás, os manifestos sāo a versāo preguiçosa das ideias. Até podem ter algum insight por trás, mas o esforço para que a coisa resulte é proporcionalmente inverso ao igualmente preguiçoso método de espetar um gato ou um bebé numa campanha.

As marcas é que têm manifestos, a que também chamam de Missāo ou Visāo e geralmente estão nos próprios sites institucionais, para que estudantes universitários possam copiar para trabalhos académicos. As ideias raramente precisam de um manifesto. E quando por vezes o têm, este é bom o suficiente para durar alguns anos. É um ponto de vista, um caminho organizador. Uma…idea. E de campanha para campanha, de pitch para pitch nāo é necessário estar constantemente a mudar esse manifesto. Porque além de preguiçoso, mudar tudo é sempre um cabo dos trabalhos para todos os envolvidos. E raramente vale a pena.

A simplicidade de uma ideia derivada dos mais simples, básicos e humanos dos insights é tudo o que basta para que uma campanha seja memorável. Exemplos mais recentes das campanhas do Skype, Google ou Lego que vāo buscar a saudade, o querer ajudar ou a presença do pai na vida de uma pessoa, respetivamente. (videos em baixo). Parece fácil e se calhar é. Afinal somos todos humanos.

E se estāo a pensar “isso é muito bonito e tal, mas ‘bora lá fazer o mesmo para o Lidl, para o MEO ou para o BES”. E porque nāo? A publicidade também tem (ou deveria ter) um papel educativo na sociedade e se é preciso alguém que comece a fazer coisas em bom, entāo vamos a isso. O que nāo falta é pessoas capazes para levar a bola para a frente. Parece fácil. E se calhar nāo é. Mas vale a pena tentar. Simplifiquem.



Quinta-feira, 07 Novembro 2013 11:03


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