Podiam levar meses a colocar uma campanha ou um produto na rua, mas o marketing é mesmo isso: tentar responder de forma o mais urgente possível ao que é preciso fazer. Com o advento do digital e o surgimento das redes sociais, as marcas e as agências conseguiram, também quase em real-time, dar resposta a inumeros pedidos, conversar directamente com as pessoas que compram X marca ou produto para, acima de tudo, se tornarem cada vez mais relevantes.
Quem já criou comigo sabe que “Relevância” é a palavra de ouro para qualquer ideia, campanha ou produto. E a par da “Relevância” vem o “Timming”. E se analisarmos, Real Time Marketing baseia-se exactamente nestas duas palavras. Sempre que se tem uma ideia para uma campanha, um produto, um negòcio devemos perguntar-nos: “Isto é relevante? Vai trazer algo novo às pessoas? Vai, de alguma forma, ter algum impacto nas suas vidas? É o timming certo?” se a resposta for “Sim”, entāo temos algo em māos e bola para a frente. Caso contrário, é preciso trabalhar mais.
É a capacidade técnica das agências de hoje e o entendimento das marcas em saberem que ao lançarem um real time stunt obterāo o mesmo feedback positivo do que enveredar por uma campanha de milhares de euros que faz a diferença.
Alguns exemplos: o escândalo da carne de cavalo no Reino Unido. A inglesa Mini criou a campanha “Beef. With a lot of horses in it”. Pode parecer arriscado falar de uma situaçāo séria assim, mas a marca viu a Atitude Relativamente à Marca crescer ainda mais, com um total de mais de 5000 Retweets para uma cobertura estimada de 8.5 milhões de pessoas. Ou quando o Charlie Sheen deu uma entrevista escandalosa em que se apoderou do termo “Winner” e a Ford comprou Promoted Tweets para promover o Focus que chegou a cerca de 6 milhões de pessoas. Foi, de facto, a #winning strategy. Claro que, tal como tudo, há que ter bom senso e nāo apenas correr por correr atrás do imediatismo. Como pôde comprovar a American Apparel que promoveu uns saldos durante o furacāo Sandy. Saiu-lhes o tiro pela culatra.
Mas nisto de Real Time Strategy, poucas marcas (e as suas agências) o fazem tāo bem como a Oreo). Aqui o exemplo do ano passado, vencedor de vários prémios, o Daily Twist. Porque estar em cima do acontecimento pode ser, em si, um acontecimento também. Algo em que a comunicaçāo tradicional se pode inspirar para fazer mais e melhor.

O Real Time Marketing, chamamos-lhe assim agora, sempre foi uma realidade. As empresas, ao responderem aos mercados e às suas necessidades, sempre fizeram ,efectivamente, Real Time Marketing. Dentro do possível.