Segundo o blogue, “a aposta do Público será numa ‘soft paywall’ em que só se paga a partir do 20º artigo visitado no mesmo mês, o que vai poupar a grande maioria dos visitantes à experiência”.
“Dita a norma que quando o utilizador choca com a paywall tende a reduzir progressivamente o seu contacto com o título, optando pelas muitas notícias gratuitas espalhadas pela net. Ainda não sei o que o Público vai fazer em relação ao tráfego social (o que vem do facebook), e se vai ter exceções (como faz o Washington Post, que oferece a assinatura online a estudantes), mas tudo isso terá consequências na rentabilização da paywall”, escreve o autor do blogue.
Diogo Queiroz de Andrade afirma ainda que em regra, as paywall bem sucedidas são as que cumprem pelo menos uma destas características: oferecem conteúdo de muita qualidade para um nicho de mercado (Wall Street Journal, por exemplo); apelam a um público global com muita quantidade e qualidade de conteúdos (como o New York Times); as que têm uma comunidade de leitores fiéis e abastados (como o The Times). Está por demonstrar que o Público tenha qualquer uma destas características, pelo que a aposta é de risco num contexto de crise.
Num outro blogue, António Granado, que já trabalhou no Público e é atualmente editor de multimédia na RTP, afirma que a paywall vai avançar em novembro.

