O touchpoint indispensável

 O touchpoint indispensável

“Somos o touchpoint que cruza marcas, pessoas e parceiros de diferentes âmbitos, no sentido de proporcionar sinergias frutíferas para todas as partes”. É assim que, em entrevista ao briefing, Conceição Pinheiro, client service director da UP Partner, explica a longevidade e o sucesso da agência, que está no mercado desde 1989 e foi distinguida com um prémio no EventoPlus, que premiou os melhores eventos na Península Ibérica.

Em Portugal, não existe nenhuma agência que “compile as áreas de Shopper Marketing, Brand Entertainment e Digital Transmedia”. A responsável da Up Partner responde desta forma quando questionada sobre o que é que distingue a agência da sua concorrência. Esse é um dos trunfos que a agência tem construído ao longo dos anos e, no Shopper Marketing, por exemplo, “somos pioneiros em muitos dos materiais inerentes à área, reunindo a experiência quer com a distribuição quer com o fabricante. Podemos dizer com orgulho que os nossos clientes são, na sua maioria, líderes nos mercados onde atuam e o nosso compromisso é superar sempre as suas expectativas em relação aos resultados”.

A agência tem uma equipa de 40 pessoas e parcerias com universidades e especialistas em diferentes áreas, não só em Portugal mas também noutros países. A internacionalização é uma prioridade para a UP Partner e por esse motivo pretence a redes internacionais que permitem “agir para lá das nossas fronteiras, como é o caso da 27 Names, uma rede de agências de comunicação de marketing e de eventos que nos permite implementar ações em praticamente todos os países europeus e ainda, Brasil, EUA, Canadá, América do Sul e China”, afirma a mesma responsável.

Em julho a UP Partner foi reconhecida com o primeiro prémio na categoria Reunião/Congresso na edição deste ano dos EventoPlus, galardões que distinguem os melhores eventos na Península Ibérica. A agência conquistou o ouro com o evento Coca-Cola: Fábrica da Felicidade.

DISCURSO DIRETO
“A principal aposta é no transmedia storytelling”

Briefing | A UP Partner está no mercado desde 1989. Qual o segredo desta longevidade?
Conceição Pinheiro | O principal segredo da UP Partner é a celeridade, a transparência e a parceria com que trabalha com os seus clientes. Alguns que se mantêm connosco há mais de 20 anos e que confiam à agência os seus mais complexos desafios. Somos o touchpoint que cruza marcas, pessoas e parceiros de diferentes âmbitos, no sentido de proporcionar sinergias frutíferas para todas as partes. Trabalhamos de forma autêntica, criativa, inovadora e sustentável, sempre procurando perceber o comportamento do consumidor com o apoio de especialistas qualificados e parceiros estratégicos.

Briefing | Quais os principais serviços que a agência propõe aos seus clientes?
CP | Os serviços prestados pela UP Partner são transversais às necessidades dos nossos clientes: Shopper Marketing, Brand Entertainment e Digital Transmedia. Trabalhamos de forma integrada, desde a criação do conceito até à presença das marcas em múltiplos canais e plataformas. Levamos a mensagem das marcas que trabalhamos, criando emoções às pessoas, quer estas se encontrem no offline ou no online, sempre com o intuito de criar engagement com o consumidor na sua esfera pessoal ou profissional.

Briefing | Qual a abordagem que faz às redes sociais e ao digital?
CP | As redes sociais são apenas mais uma das ferramentas que a tecnologia atualmente nos coloca ao dispor para comunicar melhor com o cliente, para o ouvir melhor, para falar com ele e para integrá-lo na criação de valor das marcas. É isso que pretendemos atingir criando conteúdos relevantes, que fomentem a participação ativa das pessoas e que possam ser medidos convenientemente. Uma das melhores formas de criar conteúdos relevantes é através do storytelling, da narrativa. O Transmedia significa criar conteúdos relevantes contando uma história em que cada plataforma (online ou offline) contribui com partes da história e que juntas se complementam e avançam com o plot. É condição essencial no Transmedia que a pessoa tenha uma parte ativa, que participe. E, como é óbvio, não faz sentido avançar com uma ação que não possa ser medida. O analytics de uma ação é essencial para que se possam medir resultados e ajustar estratégias. Sem ouvir, não vale a pena. Esse é outra das grandes vantagens do digital. Ouvir mais e falar menos. Temos mais de 20 anos de experiência no Shopper mkt / Retail e no Brand entertainment / eventos. Estamos realmente entusiasmados com a ligação que o Digital Transmedia traz a este know how consolidado que já temos. A relação entre a comunicação no ponto de venda e o digital, nomeadamente a ligação às redes sociais, também é uma das principais apostas da UP Partner já que o Retail é uma esfera que dominamos há mais de duas décadas. Desde o Community Management, aos Analytics, ao Storytelling multi plataformas, a UP Partner cruza a equipa interna com networking estratégico potenciador de uma atitude digital consistente e frutífera.

Briefing | Quais as principais apostas da agência na área digital?
CP | Conforme já referido na resposta anterior, a principal aposta é no transmedia storytelling, imersão e participação do cliente (com ligação ao ponto de venda e aos eventos) e análise do seu comportamento. Para nós é uma ferramenta complementar às nossas áreas de Shopper Marketing e Brand Entertainment. A nossa aposta são campanhas assentes numa lógica transmedia storytelling, uma das grandes tendências do marketing que possibilita a fragmentação da informação e a proliferação da mesma em várias plataformas (online e offline). Queremos impactar o consumidor em todos os hot spots, de forma relevante e criativa, incluindo a esfera digital, associada às nossas restantes valências, pois é uma ferramenta fundamental para este efeito.

Briefing | Como define o atual momento do mercado das agências de marketing digital em Portugal?
CP | As agências de marketing digital cada vez mais ocupam um lugar de destaque no nosso mercado. Contudo, creio que a tendência no futuro será trabalhar na esfera digital de forma menos isolada. O digital é algo que simplesmente “faz parte” e por isso deverá estabelecer ligações mais imediatas ao offline. Na minha perspetiva, o digital deverá ser um elo de ligação de todas as formas de ativação da marca junto do consumidor, no sentido de proporcionar uma maior aproximação e fidelização. Daí o nosso objetivo ser potenciar as campanhas numa lógica transmedia, capaz de impactar o público a todos os instantes que este se relaciona com o produto.

Briefing | Que tendências é que vamos ter nesta área no nosso País?
CP | As principais tendências para o próximo ano assentam numa mudança de comportamento do consumidor, cada vez mais preocupado com a eficiência e a flexibilidade proporcionada pelas marcas e mais predisposto para a sinergia e a partilha, potenciadas essencialmente através das redes sociais. O culto das experiências in store apoiado na tecnologia e em campanhas digitais é também uma tendência no futuro. A captura, disseminação e consumo das histórias em tempo real será relevante, dado que possibilita uma relação mais emocional com as marcas. A previsão para 2014 é de 90% de tráfego na web em formato vídeo, o que nos diz que este será o veículo mais utilizado pelas marcas para comunicar as suas ações. O Analytics e o CRM serão também uma forte tendência para o futuro. As marcas vão ter necessidade de ouvir mais os seus clientes para poderem interagir com eles eficazmente. As pessoas só vão ouvir as marcas no futuro se as marcas perceberem as suas necessidades. E as tecnologias digitais vão ser cruciais nesse conhecimento.

Briefing | Como é que se criam e gerem campanhas com orçamentos cada vez mais reduzidos?
CP | Sendo criativos, criando conteúdos relevantes, ouvindo mais os clientes (através da tecnologia) e comunicando mais cirurgicamente com as pessoas que pretendemos atingir. É com estas novas ferramentas que podemos rentabilizar os nossos investimentos de comunicação. O ciclo de vida dos produtos e tecnologias diminuem dia após dia, forçando gestores e executivos a reagir às mudanças dos mercados de forma cada vez mais rápida e eficiente. As campanhas acompanham este registo e por isso são cada vez menos permanentes e duradouras. Nós adaptamo-nos com flexibilidade aos novos requisitos dos nossos clientes sempre com uma perspetiva criativa, e acima de tudo sustentável.

Fonte: Briefing

Segunda-feira, 09 Setembro 2013 12:00


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