Quando, em janeiro deste ano, Nuno Gonçalves e a sua equipa visionaram, pela primeira vez, o filme “A Gaiola Dourada”, realizado por Ruben Alves, viram que havia ali alguma coisa de especial. “Tocava a alma e o coração dos portugueses. Elevava o espírito nacional”, relembra o responsável da ZON Audiovisuais.
Desde essa altura que se percebeu que o filme tinha um grande potencial de sucesso. Por isso, a empresa desenhou uma estratégia inédita cujo eixo fundamental foi duas parcerias, uma com a Norge, que importa e distribui o Bacalhau da Noruega em Portugal, e o BIC, banco luso-angolano que patrocina a Volta a Portugal em Bicicleta.
“Um dos objetivos foi chegar a um público que normalmente não vai ao cinema”, afirma Nuno Gonçalves. A Norge lançou uma campanha com o filme nos hipermercados e o BIC aproveita as suas agências e a Volta a Portugal para promover a película. Aliás, no âmbito desta prova de ciclismo, no dia 15 de agosto, em Gouveia, “A Gaiola Dourada” será exibida gratuitamente ao ar livre.
A ante estreia do filme também foi inédita, com exibições em Lamego e Cascais. Na primeira, que contou com outra empresa como parceira – a Douro Azul – estiverem presentes atores, realizador, jornalistas e bloggers. Lamego foi escolhida porque a cena final do filme passa-se na zona do Douro. Em Cascais, foi promovida a exibição do filme ao ar livre, “para outro tipo de público”, refere o administrador da ZON Audiovisuais.
Também pela primeira vez na história da empresa, as redes sociais têm sido muito usadas para comentar o filme. “Não há apenas “likes”, existem também comentários e isso é a primeira vez que acontece com tanta intensidade”, diz Nuno Gonçalves.
Com todos estes estímulos, o responsável da empresa acredita que “A Gaiola Dourada” pode mesmo ser o filme do ano. E o que é que isto quer dizer? Ultrapassar os 412.000 espectadores registados pelo filme mais visto de 2013 até agora: Velocidade Furiosa 6. “Sabemos que é difícil mas tudo isto funciona um pouco como uma bola de neve”, conclui.
Fonte: Briefing

