A propósito da polémica em que o processo esteve envolvido, Gibson adiantou que a agência não participou no concurso original, não tendo tido acesso a esse primeiro briefing, que as candidatas acabaram por rejeitar. “Não posso comparar o nosso briefing com o briefing original, já que nunca o vi. Este que recebemos parece justo e em linha com a nossa política de concursos”, sublinhou.
Convidada pela CP para um concurso restrito, a Leo sentiu-se confiante pelo facto de a Partners, detentora da conta até então, também participar: “Eu respeito a Partners e fostava da possibilidade de competir com eles. Há que lembrar que, em 2009, a Leo Burnett ganhou o concurso, mas perdeu depois devido a uma impugnação da Partners, que acabou por ganhá-lo”, salienta.
Para a Leo Burnett Lisboa, que tem em Luciana Cani a diretora criativa executiva, ganhar esta conta é o culminar de um processo de conquistas, a começar pelo Atlântico, banco privado de Angola, e passando pela Portucel e, mais recentemente, pela Panrico. A que se somam cerca de dez concursos com clientes já existentes.
É também o culminar de uma mudança de posicionamento, como explica Anthony Gibson: “Há 18 meses, a Leo Burnett tinha uma reputação de ser uma agência muito criativa, quase demais, e começámos a trabalhar de outra forma. Research, estratégia e criatividade com meios muito diversificados. Agora, temos o equilíbrio certo entre uma forte criatividade e estratégia, além de investimentos com muito êxito com parceiros como a ARC (redes sociais e trade marketing), a ComOn (digital) e a New Agency (eventos e ativação de marca)”.
Com a CP, diz o presidente do grupo Publicis, em que se integra a Leo, a agência pode utilizar todas as novas capacidades: “A CP é uma grande empresa e marca. Temos muito orgulho em trabalhar com eles”.
O trabalho começa já para a semana, no rescaldo de Cannes. Por três anos.
Fonte: Briefing

