O processo tinha sido conhecido no final do ano passado. Agora, em entrevista à edição de Fevereiro do Jornal Briefing, Ana Fernandes explica: “O nosso cliente não entendeu a tempo que era urgente cumprir compromissos assumidos e por isso recorremos a quem possa lembrar que há regras a cumprir”.
“As dívidas que a empresa (Cunha Vaz & Associados) tem são incompatíveis com o tempo a que duram”, acrescenta.
A directora-geral da Realizar associa as alegadas dívidas ao “sucesso das cerimónias” do CAN (Campeonato Africano de Futebol) em Angola.
A participação da Cunha Vaz e da Realizar nesse evento foi noticiada pelo Diário Económico, a 26 de Março de 2009, nos seguintes termos: “A adjudicação foi feita pelo COCAN (Cómite Organizador do CAN), que vai supervisionar todo o trabalho da CV&A, que neste evento vai trabalhar com mais empresas portuguesas, a C&C e a Realizar, uma participada da Cunha Vaz. António Cunha Vaz não adiantou o montante destas adjudicações, referindo apenas que se trata de um “valor muito significativo” para a empresa”.
Agora, passados 4 anos sobre o evento produzido, a Realizar queixa-se de ainda não ter recebido o montante contratado, desconhecendo-se se a empresa de produção de eventos continua a ter a Cunha Vaz & Associdos como sócia.
A Realizar ficou conhecida pela associação a espectáculos desportivos e à realização de competições de futebol. Entrou, entretanto, num processo de insolvência e está sob administração judicial.
A acção que interpôs agora contra Cunha Vaz tem ainda como co-autores a Scope Producciones, Heatcool Events, Ttw Soluções Avançadas, Luso Events e Nó D’oito.
O réu Cunha Vaz & Associados é uma consultora de comunicação que facturou 3,8 milhões de euros em 2011. Também é co-ré no processo a C&C, empresa do actual presidente da APECOM – Associação Portuguesa de Empresas de Conselho em Comunicação, Alexandre Cordeiro.
(Após a publicação desta notícia, Ana Fernandes solicitou ao Briefing que fosse feito o seguinte esclarecimento: A dimensão Realizar como marca é composta por várias empresas e efetivamente uma delas avançou com um processo contra Cunha Vaz & Associados. Mas essa não é a empresa que Ana Fernandes representa e que opera sob a insígnia Realizar Portugal. Existe uma diferença, precisou, entre dizer-se que a Realizar avançou com um processo contra Cunha Vaz & Associados e dizer-se que Ana Fernandes representa a empresa que avançou com um processo contra Cunha Vaz & Associados. Pelos vistos, o Briefing não captou essa diferença).
Fonte: Briefing

