Esta quebra do tempo dedicado a publicidade não se deve à utilização de spots mais curtos, uma vez que a duração média de spots se mantém estável (18”), deve-se antes à redução do número de inserções em cerca de 10%.
A tendência de quebra é bastante mais acentuada no segundo semestre (-14.1%) do que no primeiro semestre (-3.8%) do ano, não sendo a habitual sazonalidade do período de Natal suficiente para atenuar a quebra. Naturalmente que esta quebra não é alheia à atual situação económica, com impacto no consumo privado e no índice de confiança dos consumidores.
Em termos de canais a RTP1, por imperativos legais com uma oferta rígida nos 6 minutos/hora, é aparentemente menos afetada em termos do tempo dedicado à publicidade do que os restantes canais comerciais SIC e TVI que indiciam, em 2012, uma tendência de quebra mais evidente.
Ana Mendes (OMG Consulting / Managing Director)
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Fonte: OMG Consulting/MMW |



