Dizem então por aí que Portugal está na moda, mas a questão vai muito mais longe do que uma moda passageira. Alimentada pelo contexto social, económico e político, a sociedade tende por segurança, a procurar o que lhe é familiar, o que a leva de novos às suas raízes, o que lhe traz conforto.
É por isso que os motivos dos lenços dos namorados aparecem orgulhosamente nos outdoors para vender eventos, o galo de Barcelos surge cheio de brio nas nossas peças de roupa, a cortiça começa a ser usada em áreas como a decoração ou na tecnologia.

Até mesmo o artesanato português e todos os produtos tradicionais estão a conhecer um novo momento em que procuram ser assessorados no marketing, na definição de estratégias orientadas para o futuro, novas interpretações norteadas por designers que se preocupam desde a produção dos produtos ao seu packging.

Levantem-se então todos para, apesar de tudo, batermos palmas ao nosso país.

A mentalidade em relação ao que significa ser português alterou-se. Hoje, ao contrário do que sucedia há 40 anos, há orgulho em ser português, orgulho nos nossos ícones, nos nossos emigrantes, nas empresas exportadoras de sucesso.