Esta é a técnica a que recorre o projeto “Time in a Can” – O tempo numa lata, que chegou a terras portuguesas no final de junho e promete revolucionar o modo de fotografar locais. Idealizado pelo estúdio de fotografia madrileno Estúdio Redondo, o projeto tem por base a “solarigrafia”.
As câmaras fotográficas utilizadas neste projeto são totalmente artesanais, consistindo em simples latas de refrigerante, com um pequeno orifício por onde a luz é captada diretamente para o papel fotográfico colocado dentro da lata.
A imagem resultante será precisamente uma consequência do movimento de rotação da terra e do seu impressionante percurso em torno do sol ao longo de seis meses – a duração entre o solstício de Verão e de Inverno.
Especialmente concebidas para este projeto inovador através de uma parceria com a Associação de Latas de Bebidas (ALB), as latas de alumínio foram produzidas com metal reciclado, podendo ainda ser reutilizadas para tirar novas fotografias, garantindo a sustentabilidade do projeto.
A iniciativa que está já a decorrer em vários países, nos cinco continentes, arrancou em Portugal com 25 latas instaladas em vários locais do Continente, entre os quais o Castelo de São Jorge, Palácio Nacional da Pena, Castelo de Guimarães, Museu da Água, Jardim Botânico, Aqueduto das Águas Livres, Palácio Nacional de Queluz, Palácio Nacional de Sintra, Centro Português de Fotografia, Palácio Nacional de Mafra e ainda na ilha de S. Miguel nos Açores e em Macau, através da colaboração de um fotojornalista português residente naquela região.
Fonte: Fonte Comunicação

