O mesmo responsável refere que apesar da crise “as marcas terão, obviamente, de continuar a investir, seria catastrófico abandonar a comunicação”. Mas até ao final de 2013 espera continuar a assistir a uma “inevitável redução global de investimento em resposta a um mercado tímido e incerto quanto ao futuro”. Confiança, coragem e iniciativa são, para Fernando Sousa, as palavras-chave para sair desta situação.
Briefing | Quais são as principais áreas de atuação da Media DuYes?
Fernando Sousa | Na Media DuYes fazemos o planeamento estratégico de media e compra de espaço. Na estrutura incorporamos especialistas qualificados com uma larga experiência no mercado, capazes de responder aos desafios e necessidades dos seus clientes.
Briefing | Um ano e meio depois da sua fundação como é que tem evoluído a carteira de clientes?
FS | O projeto nasce em 2011 já com uma carteira de clientes que garantia a viabilidade do projeto. 2012 foi para nós uma aposta de desenvolvimento na medida que sentimos um mercado mais disciplinado e exigente, o que poderia ser uma oportunidade caso apresentássemos credenciais de confiança no trabalho que desenvolvemos. Reforçamos a equipa no início do presente ano e os resultados têm sido muito surpreendentes, tanto mais que, nos primeiros seis meses, superamos 30% a faturação do ano de 2011. Até este momento e reportando-se só ao ano 2012, asseguramos a entrada do grupo Solverde, a Camel (Calçado) Município de Portalegre, a Rox, laboratórios Sesderma e nos relógios, a One, Ego, Timberland, Police e Guess.
Briefing | Qual a estratégia da empresa para o new business?
FS | Temos sido muito agressivos na busca de oportunidades em que procuramos ser assertivos, mostrando um discurso firme, sem ostentação, de coerência e conforto para as marcas, colocando-nos ao dispor do cliente como se fosse-mos uma extensão da sua própria equipa. Existem períodos mais propícios para que este trabalho produza resultados. O início de 2012 foi bastante interessante, passando agora por uma fase mais “adormecida” com o aproximar dos ciclos de férias, mas na reentré, a partir de meados de setembro, que já está a ser preparada pela nossa equipa, poderão renascer resultados positivos com as “agendas” de comunicação das marcas para o último trimestre e Natal.
Briefing | Como é que encara o resto do ano e quais as perspetivas para 2013?
FS | Estamos a presenciar um ano sem precedentes em que as marcas se entregam muito mais para ultrapassar a adversidades da quebra de consumo, aplicando maior reflexão para atingir objetivos. Toda a gestão empresarial do negócio é reavaliada várias vezes ao ano, desde a estratégia, distribuição, a margem, relação com fornecedores, os incentivos do quadro de pessoal, etc. As marcas terão, obviamente, de continuar a investir, seria catastrófico abandonar a comunicação. Racionalmente terão de ajustar os seus orçamentos em função da performance da empresa, refletir sobre as diferenças no comportamento do consumidor e aplicar ações que a façam destacar dos seus concorrentes. Vamos, até final do ano e mesmo em 2013, continuar a assistir a uma inevitável redução global de investimento em resposta a um mercado tímido e incerto quanto ao futuro, mas que haja encorajamento, iniciativa, capacidade e acima de tudo confiança que são capazes de sair vencedores. Quem acreditar nisto, sem qualquer dúvida, no final vai encontrar os motivos de satisfação e orgulho porque afinal conseguiram ultrapassar todos os obstáculos.
Fonte: Briefing

