“O presente ano colocou às empresas grandes dificuldades, que se acentuarão no segundo semestre. Não temos só uma quebra do consumo no presente, são as expectativas de médio/longo prazo dos consumidores que estão fortemente deprimidas. E isso tem um impacto em todos os negócios, e como não podia deixar de ser, na indústria publicitária. O ciclo “menos vendas – menos investimento” está aí.
A nossa indústria já de há vários anos a esta parte que apresenta um cenário negativo, com excepção feita ao negócio digital, que tem crescido – mas cujo presente e futuro estão também, inevitavelmente, pelo menos no nosso País, de alguma maneira comprometidos. Não é fácil fazer previsões, a única possível é a de incerteza.
No passado tínhamos crescimento do negócio digital feito à custa do menor investimento de entrada e do efeito novidade. Sendo certo que as barreiras continuam sendo menores, por comparação com outros meios, a verdade é que a concorrência é hoje maior e os principais players da indústria apresentam oferta.
O efeito novidade, esse, é uma constante do meio digital – mas a justificação para cada investimento é hoje maior e o racional por detrás de cada acção precisa de ser bem pensado. É uma frase batida, é certo, mas fazer mais com menos é a ordem do dia e é algo que nos acompanhará nos próximos exercícios anuais.
Aquilo que espero para o que falta de 2012 é pois a certeza da incerteza e algumas notícias menos animadoras. No entanto, penso que as crises, e esta crise fortíssima, no longo prazo, levam-nos a questionar maneiras de fazer as coisas e a procurar por melhores soluções. É nisso que estamos a trabalhar na EuroRSCG e teremos novidades para anunciar na rentrée!*
*Artigo escrito ao abrigo do anterior acordo ortográfico.
Fonte: Briefing

