No dia seguinte, um dos sócios da CAEM, a RTP, utilizou-o no principal espaço noticioso do serviço público para atacar a GfK, empresa de estudos de mercado responsável pela medição de audiências das televisões.
Ora, o Briefing apurou que, no espaço reservado a “conclusões”, o documento da PwC diz que “não é nosso objectivo emitir uma conclusão global acerca da eficácia do sistema de medição de audiências de televisão operado pela GfK em Portugal continental”.
A PwC informa ainda a CAEM que, ao contrário do que tem sido divulgado, a auditoria não é “uma auditoria”.
Escreve a PwC: “Devido ao facto de os procedimentos não constituírem nem uma auditoria nem um exame simplificado feitos de acordo com as normas técnicas e as diretrizes de revisão/auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, não estamos em condições de expressar e não expressamos qualquer segurança sobre o sistema de medição de audiências de televisão em Portugal continental”.
Preocupada com a eventual divulgação pública do documento, a PwC – que tem a RTP na sua carteira de clientes – fez saber que o relatório apresentado à CAEM é apenas para informação desta entidade e “não se destinando a ser usado para qualquer outra finalidade ou para ser distribuído a outras partes externas à CAEM”.
Fonte: Briefing

