Web e publicidade aos olhos de Andrew Felbert

 

Web e publicidade pela visão de Andrew Felbert
Há cada vez mais pessoas a assistir vídeos online, presentes nas redes sociais e a comprar produtos pela internet: é esta a visão de Andrew Felbert, Commercial Director, Emerging Markets, EMEA, Online da Nielsen Watch, sobre as tendências do mercado web. O Briefing quis ir mais longe e foi conhecer de perto a opinião do profissional que avalia Portugal como um país que está a seguir o caminho certo no que toca ao consumo web. Felbert esteve no nosso País a convite da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) para participar conferência sobre a “Eficácia na web”.

Como se pode ser eficaz na web?

Bem, depende de quem se é. Se for um publicitário a tentar trabalhar com marcas, a tentar ser eficiente na web, eu diria que o melhor que se pode fazer é trabalhar com as pessoas certas, isto é, trabalhar com uma agência. Mas basicamente ser eficiente na web é tentar pegar na informação que se tem, usá-la e dispô-la para vários efeitos. Há sítios em que se arranja mais informações do que outros. E neste aspeto eu acho que em Portugal isso não é assim tão fácil, pois muita dessa informação vem da experiência das pessoas que estão a administrar o negócio de publicidade digital.

Qual a sua visão do mundo publicitário?

Na minha visão acho que em termos digitais ainda há algo que está a faltar. É suposto ser o maior media mensurável mas eu não creio que os anúncios publicitários ganhem mais valor pelo dinheiro. As coisas ainda estão em mudança, mas está a levar o seu tempo. Só as pessoas inovadoras são as que fazem com que a indústria nesta área progrida. Mas há sem dúvida, um grande passo a tomar no espaço digital, especialmente no espaço da publicidade digital. Agora o tempo o dirá.

Como é vê a web no mercado português?

Eu penso que Portugal é muito semelhante ao resto da Europa Ocidental em termos dos hábitos de consumo das pessoas perante a internet. Portanto não acredito que haja uma grande percentagem de pessoas que se encontrem online, como na Alemanha ou no Reino Unido, mas no entanto essas pessoas que estão online, usam a internet para o mesmo tipo de coisas como assistir a vídeos, redes sociais, ou comprar produtos online. Penso de uma forma geral que as pessoas que usam a internet estão a consumi-la muito da mesma forma em todo o mundo ocidental.

Como qualifica o comportamento e o futuro do mercado publicitário português?

É óbvio que há atualmente obrigações e restrições financeiras para o mercado da publicidade por toda a Europa. E tal como qualquer outro país da Europa Ocidental, Portugal está a fazer o que é certo. O padrão de consumo parece-me ser bom, mas é apenas o meu palpite. A Nielsen Watch está a trabalhar em Portugal a fazer mais uma pesquisa sobre a publicidade, por isso é que digo que é um palpite.

Quais as atuais tendências do mercado?

Vejo que em termos de tendências na web há muitas mais pessoas a assistir a vídeos online. Em relação às redes sociais, essas continuam muito importantes, e isso é algo que não deve ser esquecido. As pessoas acedem cada vez mais às redes, e passam cada vez mais tempo lá. No passado poderíamos estar um pouco limitados em relação às redes sociais, como o Facebook, Twitter, Linkedin entre outros, mas há muitos mais, onde não temos de dizer propriamente alguma coisa, podemos simplesmente usar o padrão geral das redes e personalizar consoante o padrão de consumo de cada um de nós. Por exemplo, se quisermos comprar algo pela internet e milhares de pessoas classificam esse objetivo como sendo cinco estrelas e no entanto vês o mesmo objeto num outro sitio com três estrelas, é óbvio que vais pelo que tem cinco estrelas. Isto acontece com as redes sociais, que afetam qualquer pessoa com apenas um pensamento.

De que forma são medidas as audiências na web?

Bem há diferentes metodologias. As duas principais metodologias para medir globalmente o público online são os tags e cookies. Insere-se uma parte de um código de localização em cada website do grupo que se queira localizar e depois percebe-se o cruzamento entre os sites que estão a localizar e recobra-se isso com a informação demográfica. As limitações disto são que só se consegue a informação desses sites com o código visto que os dados do público que se recebem são baseados num cookie que depende do user. Uma pessoa pode gerar cinco ou dez cookies num dia, outra pessoa pode gerar um cookie num mês ou em três meses apenas depende em como se usa a internet de acordo com quantos cookies se quer gerar. Em termos de ter em conta o tamanho de páginas que foram construídas, ou o tempo dispensado, o tag vai ser muito mais preciso do que a outra metodologia que vou explicar de seguida que é: o facto das companhias de pesquisa diferentes usarem maneiras distintas de meter uma parte de um software num computador e localizar tudo o que uma pessoa está a fazer como se fizer um download físico de um software e tudo o que fizer fica registado e localizado.

Fonte: Briefing

Terça-feira, 08 Maio 2012 04:00


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