Portugal pesa nos prejuízos da Prisa

Portugal pesa nos prejuízos da Prisa
O grupo Prisa registou em 2011 prejuízos na ordem dos 451 milhões de euros, explicados em parte pela deterioração do fundo de comércio dos seus negócios em Portugal. As receitas caíram 3,4 por cento e as despesas aumentaram 11 por cento.

Para compensar a deterioração dos negócios em Portugal, a Prisa teve de injetar 253 milhões de euros adicionais, o que contribuiu para os prejuízos do ano passado. Também foi necessário alocar outros 183 milhões em nome dos “conceitos fiscais em discussão”, numa medida apresentada como prudente face a possíveis soluções desfavoráveis.

Da contabilidade entre as receitas e as despesas resulta um EBITA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 436 milhões de euros, o que representa uma quebra de 26,7 por cento face a 2010.

Na rubrica das receitas, verificou-se que os ganhos com a publicidade desceram oito por cento, para 620 milhões de euros, enquanto as vendas de jornais e revistas se reduziram 6,5 por cento, ficando nos 168,7 milhões. As assinaturas do Canal Plus também caíram, 2,8 por cento face a 2010, situando-se nos 887 milhões. As únicas rubricas que melhoraram a faturação foram a de livros e formação, que cresceu 11,5 por cento, atingindo os 697 milhões de euros, e a de produção audiovisual, que subiu 0,6 por cento para 88 milhões. No total, as receitas foram de 2.724 milhões de euros, mas menos 3,5 por cento do que no ano anterior.

Quanto às despesas, situaram-se nos 2.760 milhões, o que constitui um acréscimo de 11 por cento face a 2010. Os maiores crescimentos registaram-se nos gastos com pessoal – mais 13,9 por cento, num total de 674 milhões, sobretudo devido ao pagamento de indemnizações.
Na área de negócio imprensa, o El País reduziu em 14,8 por cento as receitas publicitárias, tendo encerrado o ano com benefícios operacionais na ordem dos 20,55 milhões, isto é, menos 46,7 por cento.

Na televisão, a Prisa TV registou uma queda muito acentuada, com um EBIDTA de 186 milhões, menos 307 por cento.

Fonte: PR Notícias

Quarta-feira, 29 Fevereiro 2012 11:16


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