A marca Royal Caribbean está no mercado português há 18 anos e “tem evoluído de forma muito positiva”, diz Francisco Teixeira. A empresa está consciente de que 2012 será um ano difícil em Portugal mas criou os novos programas “Fly & Cruise” e “Bus & Cruise”, que contribuirão para aproximar a empresa do mercado global de férias.
Briefing | Porque é que a Royal Caribbean a decidiu renovar o branding?
Francisco Teixeira | O novo branding, desenvolvido pela agência de publicidade JWT, parte das motivações e aspetos emocionais que levam as pessoas a viajar com a nossa companhia. O enfoque no consumidor e no apelo aos sentidos marcam um distanciamento em relação a campanhas anteriores, que davam primazia às inovações pioneiras dos navios.
Briefing | Quais os principais objetivos desta mudança?
FT | A campanha anterior, que coincidiu com o lançamento dos dois mais recentes navios da companhia, o Oásis of the Seas e o Allure of the Seas, teve como principal enfoque a oferta existente a bordo, posicionando-se assim como um destino. Com a globalização da marca foi necessário introduzir novos elementos de ligação a nível mundial, que permitissem a aproximação a um público com orientações culturais e sociais diferenciadas através de uma mensagem comum, sem necessidade de adaptações em função de cada mercado. Após a realização de um estudo de mercado em 16 países de todo o mundo, concluiu-se que as pessoas sentem uma ligação com o Mar, que é universal, e que, no Mar, as pessoas conseguem desligar-se da rotina e das preocupações diárias. O estudo indica ainda que a marca Royal Caribbean transmite uma sensação de qualidade e excelência.
Briefing | Como é que vai ser comunicado o rebranding?
FT | O novo branding vai ser promovido nas diversas plataformas de comunicação da marca, tais como o site, a newsletter, o catálogo e os vários canais nas redes sociais. Esta promoção será complementada com ações em centros comerciais e na Bolsa de Turismo de Lisboa.
Briefing | Como tem sido a evolução da empresa em Portugal?
FT | A marca Royal Caribbean está no mercado português há 18 anos e tem evoluído de forma muito positiva. Durante os primeiros anos foi necessário um enfoque na comunicação do conceito de férias em cruzeiro da marca, orientado para as famílias e para um público mais jovem. Em simultâneo, trabalhámos com os parceiros agências de viagens na criação de uma rede de distribuição e na formação técnica dos seus colaboradores. Devido a este trabalho, somos hoje uma marca de referência e apreciada com distinção pelo consumidor.
Briefing | Quais as perspetivas para 2012 em Portugal e a nível global?
FT | Estamos focados em conseguir manter os mesmos níveis de vendas do ano anterior. No entanto, estamos conscientes das dificuldades económicas que afetam o país e o impacto que estas têm no consumo. Contamos com produtos de proximidade, como são os cruzeiros pelo Mediterrâneo com partida de Málaga e de Barcelona, e criámos os novos programas “Fly & Cruise” e “Bus & Cruise”, que contribuirão para nos aproximar do mercado global de férias. Em termos internacionais, as perspetivas são boas e os objetivos globais são de manter o número de passageiros do ano anterior.
Briefing | De que forma é que o acidente com o Concordia poderá afetar o negócio dos cruzeiros?
FT | Penso que a médio prazo os negócios dos cruzeiros não serão afetados. Existem hoje vários outros desafios, como o aumento do petróleo e a situação de conflito social que se vive em alguns países, que exigem alternativas a nível de itinerários.
Fonte: Briefing
Veja o vídeo da campanha:
