APED: Online e marcas próprias “revolucionam” distribuição

APED: Online e marcas próprias “revolucionam” distribuição

As vendas online, as marcas próprias, a compra de produtos locais, a revolução tecnológica e as preocupações ambientais são as principais tendências do futuro da distribuição em Portugal e que hoje estiveram em discussão no congresso da distribuição moderna, organizado pela APED, em Lisboa.

Num painel que juntou vários responsáveis de cadeias de distribuição no nosso País, discutiu-se o futuro do sector. Paulo Azevedo, CEO da Sonae, afirmou que o sector fez uma “revolução em Portugal na última década”. Agora, o mesmo responsável acredita que o sector tem o mesmo potencial de desenvolvimento que tinha há dez anos.

Para Paulo Azevedo as principais tendências do sector são o online, as marcas próprias, as redes sociais, a complexificação da cadeia de valor, a revolução tecnológica e o rigor da gestão e processos. Américo Ribeiro, diretor-geral da Auchan considerou também que as novas tecnologias, os novos canais de compra, as preocupações ambientais e os novos hábitos de compra marcarão o sector em Portugal.

Cláudia Almeida e Silva, diretora-geral da Fnac Portugal, disse que no sector onde o grupo opera está a acontecer uma “revolução muito forte” que vai exigir uma maior interatividade, partilha e experiências. “Teremos que ser uma loja divertida, que será um ponto de encontro e de partilhas”, disse.

Já a country manager da Ikea Portugal, Kristina Johansson, refere que a aposta do grupo onde trabalha passa por satisfazer as necessidades das muitas pessoas que têm uma “carteira pequena”. Como exemplo deste compromisso falou na evolução do preço de um dos sofás mais populares da Ikea, o Ektorp: no ano 2000 custava 570 euros e hoje tem um preço de 289 euros.

Pedro Leandro, da Jerónimo Martins, afirmou que no futuro o formato de loja será mais aberto e que “atuar localmente” vai ser mais relevante. Segurança ambiental, marcas próprias, online, redes de marketing social e uma maior ligação entre produção e distribuição são as grandes tendências de futuro apontadas pelo mesmo responsável.

Maior competitividade entre quem fornece os serviços de pagamento, sustentabilidade ambiental e boas práticas da cadeia de abastecimento são algumas das prioridades da Eurocommerce, a associação europeia do sector do retalho, e que foram apresentadas pelo diretor geral da organização, Marc Verschueren.

Hermínio Santos

Fonte: Briefing

Quarta-feira, 18 Janeiro 2012 12:15


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