Para Luis Reis, a concorrência é” a marca de água da distribuição moderna, uma vez que esta não sabe viver de outra forma”. “As nossas empresas estão habituadas a contar com uma concorrência forte e aguerrida e têm plena consciência que esse é um fator determinante da sua própria força”. Por as empresas de distribuição terem sido criadas e estarem habituadas a um ambiente concorrencial, o presidente da APED considera que a concorrência é o ecossistema desta área, cujo ambiente é caraterizado por um “grande respeito mútuo entre concorrentes”.
Para além disso, a concorrência é também, nas palavras de Luis Reis, o património “mais valioso” da distribuição, uma vez que é graças ao ambiente concorrencial que a APED tem tido condições de apresentar aos seus clientes propostas de valor “interessantes e tão valiosas” em tempos de crise.
Mas o setor da distribuição também tem contribuído muito na cooperação crescente com as autoridades portuguesas e com a produção agrícola e industrial. É neste sentido que a APED tem sido um parceiro do governo, da política e da agricultura, esperando continuar a sê-lo, no sentido de procurar soluções que “afinem cada vez mais o funcionamento da cadeira de valor e que maximizem a modernização das fileiras e a sofisticação da integração logística, quer na área alimentar, quer na não alimentar”, explica Luis Reis.
Carlos Oliveira, secretário de Estado do empreendedorismo, competitividade e inovação, defende que “ganhar o futuro é o desafio para Portugal” e, para isso, confia na parceria entre a APED e o Estado, onde a distribuição ganha real importância.
Para o secretário de Estado, o aumento da competitividade das PME é “essencial para o crescimento económico” do país. Por isso, cabe às empresas arranjarem novas soluções para a venda dos seus produtos, enquanto o Estado deve proporcionar um ambiente propício para que as mesmas possam atuar de forma mais rentável.
Neste sentido, o Estado tem criado vários apoios como o “Seguro de crédito à exportação” ou o projeto “Portugal sou eu”, que valoriza a oferta nacional, refere Carlos Oliveira.
Catarina Caldeira Baguinho
Fonte: Briefing

