O ministro argumentou que alterar o calendário da Televisão Digital Terrestre (TDT) teria custos elevados, nomeadamente para os operadores de televisão. É que a partir deste mês os canais – RTP, SIC e TVI – têm de pagar à Portugal Telecom o sinal digital, sendo que adiar significaria que teriam de pagar também o sinal analógico. Adiar significaria também que o Estado teria de compensar os operadores que ganharam o leilão de frequências para a quarta geração móvel, além de que atrasaria o encaixe de mais de 300 milhões de euros para o Estado decorrente dessa operação.
Em defesa do adiamento, o PCP e o Bloco argumentaram que há faixas da população, que estimam em 10 por cento do total, que não vão ter cobertura terrestre mas apenas acesso à televisão digital através de satélite. É que, além do descodificador, a maior parte dos utilizadores de satélite terá de comprar um prato de receção e pagar a instalação.
A migração para a TDT começa na próxima quinta-feira, 12 de janeiro, na faixa litoral do País. A 22 de março seguem-se as ilhas e a 26 de abril o interior do continente, com o que o processo será encerrado.
Fonte: Jornal de Negócios

