ViniPortugal investe 6,9 milhões em marketing

ViniPortugal investe 6,9 milhões em marketing

O plano de marketing para 2012 da ViniPortugal representa 6,9 milhões de euros de investimento, um valor que está ao nível dos países concorrentes como o Chile, a Argentina e a Austrália, diz, em entrevista ao Briefing, o presidente da instituição, Jorge Monteiro.

O plano, que foi hoje apresentado em Santarém no Fórum anual da ViniPortugal, privilegia uma maior focalização nos mercados-chave e de maior retorno para as marcas de vinho portuguesas, como são o caso dos EUA, Brasil, China, Canadá, Angola, Portugal, Reino Unido, Países Nórdicos e Alemanha. A ViniPortugal é a associação interprofissional do sector vitivinícola que tem como missão promover a imagem de Portugal enquanto produtor de vinhos por excelência, valorizando a marca “Wines of Portugal”.

Briefing | Os EUA e o Brasil são os principais mercados-chave do plano da ViniPortugal para 2012-2014. Porquê?

Jorge Monteiro | Por razões diferentes. Se nos EUA associamos o facto de se tratar de um mercado montra, cujos efeitos se repercutem no mercado mundial, às perspectivas de crescimento do consumo interno de vinho, sobretudo de qualidade, no Brasil procura-se associar o crescimento económico – que implica um crescimento da base social de consumo – a uma imagem de qualidade que a marca Portugal tem. Entendemos assim que se tratam de mercados onde os benefícios do investimento promocional mais se multiplicam.

Briefing | Em que tipo de eventos é que a ViniPortugal vai apostar?

JM | São muito diversos os eventos: desde eventos que designamos de Gala, capazes de projectarem uma imagem muito positiva da Marca Portugal e dos seus vinhos, até provas para profissionais e consumidores nos mercados metropolitanos mais relevantes ou de maiores dinâmicas económicas, sem esquecer as grandes Feiras, sobretudo as internacionais. A formação e educação dos diferentes públicos sobre os Vinhos de Portugal é também uma das vertentes que mais serão trabalhadas. Finalmente, e nalguns mercados, pretendemos complementar acções no terreno com campanhas de publicidade da marca Wines of Portugal, em revistas de especialidade.

Briefing | Quais são os países com que Portugal concorre para ser o “hot spot” internacional do vinho entre 2012 e 2014?

JM | Concorremos com todos os países, seja do Velho ou do Novo Mundo vitivinícola. Mas, se começamos a ser reconhecidos por alguns como o Novo País produtor, do Velho Mundo, olhamos com maior atenção para Espanha, Chile ou Austrália. Ou até mesmo a Áustria. Numa economia, que se diz global, o nosso objectivo é ir ultrapassando todos, um a um.

Briefing | Quanto é que vai custar o plano de marketing para 2012? É mais elevado do que os anteriores? Quem financia este plano?

JM | O plano de marketing para 2012 representa 6,9 milhões de euros de investimento, dos quais 30% serão provenientes da Taxa de Promoção, recebida pelo IVV, 60% provenientes de apoios no âmbito da OCM e cerca de 10% apoios do QREN. O esforço privado directo representará cerca de 15% do investimento total. Trata-se de um orçamento elevado, ao nível de concorrentes como o Chile, a Argentina, Austrália, sendo o orçamento da ViniPortugal que conta com o maior apoio do Ministério da Agricultura.

Briefing | Em 2014, como é que gostaria que o vinho português fosse conhecido internacionalmente?

JM | Para ser coerente com a nossa mensagem gostaria que fosse reconhecido pela sua diversidade, pelo seu carácter gastronómico e com excelente relação preço/qualidade.

Fonte: Briefing

Segunda-feira, 12 Dezembro 2011 11:47


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