A ideia não é nova; já existem sites internacionais a fazer o mesmo. No entanto, havia uma “falha no mercado português, em especial dedicado a informação nacional e local”, e, por isso, uma equipa composta por jornalistas, bloggers, sociólogos, fotógrafos, publicitários e psicólogos decidiu unir-se e levar este projecto avante. “O que é tendência nos Estados Unidos não é, necessariamente, cá. Por isso, a monitorização de tendências exteriores é obrigatória. Mas estamos sobretudo atentos às tendências que nascem por cá e às que, importadas, são adaptadas à nossa realidade”, explicou ao Briefing Vanessa da Trindade, directora-geral do TrendAlert.
O novo projecto define-se como sendo um espaço de disrupção que trabalha informação sobre a moda, saúde, cultura, negócios e conceitos emergentes. Com temas como estes, aliando o facto de ser a primeira comunidade nacional de caçadores de talentos, o TrendAlert suscita um certo interesse por parte dos portugueses, apesar de apenas ter sido lançado ontem, 7 de Novembro. Por essas razões, Vanessa da Trindade revela que divulgar o projecto não é difícil, estando a comunicação one-to-one a acontecer “de forma muito rápida”, assim como os “meios tradicionais como em RP 2.0”.
Para além da equipa residente de editores, o TrendAlert conta ainda com colaboradores externos, a quem chama de trendscouts, ou caçadores de tendências. Estes têm total acesso ao site, através de um pedido de adesão e a capacidade de publicar os seus artigos. Limitações para se ser um trendscouts não existem: “O nosso elemento mais novo tem 19 anos e o mais velho tem 62 mas a comunidade está a crescer muito depressa e não excluídos a possibilidade de ter contribuidores de conteúdos teen“, evidencia a directora-geral. Os caçadores de tendências serão remunerados em função do trabalho apresentado e pela popularidade dos seus artigos.
Apesar de recente, o TrendAlert, cujo site foi inteiramente desenvolvido pela Adweb, tem já “algumas marcas interessadas em serem sponsers” do projecto, revelou ao Briefing Vanessa da Trindade. “Estamos claramente a beneficiar do desvio dos budgets dos meios tradicionais para o online”, acrescentou.
Toda a informação recolhida entre os editores residentes e os caçadores de talentos será posteriormente trabalha e monitorizada, de modo a que análises profissionais possam levar à realização, semestralmente, de um relatório. Esta informação será depois comercializada junto das agências e marcas. “No entanto, será feito um resumo, onde a apresentação será disruptiva e divertida, que será enviado a todos os stakeholders. A imprensa é, obviamente, um desses intervenientes”, avançou a directora-geral.
Os mesmos relatórios serão ainda utilizados para se elaborar uma antevisão de novos consumos até dois anos, uma vez que “existem públicos que são a perfeita amostragem dos novos movimentos de consumo para determinadas áreas”, explicou Vanessa da Trindade.
Com um investimento de 35 mil euros para o primeiro ano de actividade, está já a ser desenvolvido o TrendAlert para a plataforma de rádio. Mas o projecto pretende ir mais longe: “Estamos interessados em levar o TrendAlert para o suporte de televisão, em formato de rubrica” revelou ao Briefing a directora-geral.
Catarina Caldeira Baguinho
Fonte: Briefing

