Através destas duas grandes áreas, o grupo GfK propõe-se avaliar todo o processo de consumo, desde a sua génese (com a utilização dos meios de comunicação e recurso à publicidade) até aos comportamentos no acto de aquisição de bens ou serviços.
O objectivo é atingir em finais de 2015 vendas de aproximadamente dois mil milhões de euros, superando significativamente o sector com um crescimento orgânico dois por cento acima do nível do mercado.
A primeira área de consumer choices centrar-se-á no dimensionamento do mercado e na convergência dos meios de comunicação e dos canais de vendas para produzir informação detalhada, concisa e actualizada que reflectirá, a cada momento, as opções dos consumidores.
A actual área de retail and technology e as actividades de medição de audiências de televisão, rádio e imprensa serão incorporados neste sector de consumer choices. A actividade anual de custom research, bem como a de pesquisa ad-hoc no sector dos media irão passar para a grande área do sector consumer experiences.
A segunda área de consumer experiences centrar-se-á, por seu turno, nas atitudes e no comportamento dos consumidores. Ambas as áreas serão exploradas, utilizando metodologias criativas, robustas e flexíveis, segundo refere a empresa.
De acordo com Klaus L. Wübbenhorst, CEO da GfK SE, “a nova direcção estratégica constitui uma evolução vital. É o desenvolvimento lógico e o culminar das iniciativas que tomámos e que levaram ao sucesso da GfK. E o nosso conhecimento profundo dos consumidores em todo o mundo contínua no centro de tudo aquilo que fazemos”.
GfK em Portugal
A medição de audiências portuguesa vai permitir à GfK Portugal crescer, depois de três anos “difíceis” de estagnação do volume de negócios. Quem o diz é António Salvador, director geral, depois de a empresa ter ganho o concurso da Comissão de Análise de Estudos do Meio (CAEM), substituindo, assim, a Marktest.
“O ano passado foi, em termos globais, difícil, já 2009 o tinha sido. Mesmo assim conseguimos não dispensar pessoas e ter uma operação sem grande transtorno”, revelou António Salvador, assumindo que entre áreas de negócios “com reduzido decrescimento e outras com reduzido crescimento”, o incremento diminuiu e “uma estratégia vencedora foi contida”.
Prevendo a estagnação do sector dos estudos de mercado enquanto não houver uma retoma da economia, o director geral conta com a nova área de mediação de audiências para melhorar os resultados do grupo.
Substituindo a Marktest na auditoria em Portugal no início do próximo ano, até lá, a GfK vai investir em hardware, software e na contratação de uma equipa de 17 pessoas para o projecto. Um investimento “significativo” que “tem de ser feito antes de qualquer receita”, acrescenta António Salvador, sem adiantar valores.
Relativamente à reestruturação a nível global do grupo, o director geral da GfK Portugal acredita que “os benefícios desta estratégia dificilmente serão tão evidentes” no país, uma vez que por cá a empresa já estava “muito alinhada”. António Salvador garante, ainda, que a reestruturação não vai implicar a redução de quadros.
Fonte: LPM e Diário Económico

