Imprensa americana garante que vinho verde tem qualidade para se afirmar como marca identificadora d

Arcos de Valdevez, 09 fev (Lusa) – Uma comitiva norte-americana de jornalistas e ‘traders’ de vinho garantiu hoje que o vinho verde tem “qualidade e distinção” necessárias para se afirmar internacionalmente como “marca identificadora de Portugal”.

Em declarações à Agência Lusa, Debora Wong, editora da “The Tasting
Panel”, de São Francisco, afirmou ter ficado “surpreendida com a
qualidade do vinho verde e da gastronomia” do Minho.

“Os produtos portugueses têm todas as condições para se afirmarem no mercado global, como produtos de excelência”, adiantou.

Linda Gasseheimer, editora e produtora da PBS (Public Broadcast System,
realçou que “há mercado, nomeadamente na Florida, para o vinho e a
gastronomia de Portugal”.

“É pena que estes produtos não cheguem ao mercado norte-americano”,
lamentou, antes de aconselhar os responsáveis “a trabalharem melhor a
distribuição, para conseguirem colocar os produtos no mercado”.

Num primeiro balanço da visita de uma semana ao Norte, os especialistas
americanos realçaram o “sabor único e a excelência das castas Loureiro e
Vinhão”.

“Cada nova experiência prolonga-nos a vida. Nesta viagem, ganhei tempo
de vida”, sintetizou Wong, acerca da visita à região do vinho verde.

Em nome dos mais de 10 elementos da comitiva, o jornalista David
Rosengarten considerou que os vinhos da quinta Casal do Paço, de Arcos
de Valdevez, “foram os melhores” provados na visita.

“São vinhos únicos, com carácter vincado e enorme qualidade”, sublinhou.

Vasco Croft de Moura iniciou, em 2003, este projeto de produção de
vinhos biodinâmicos, no qual já investiu cerca de três milhões de euros,
em parte financiados por fundos comunitários.

Em 2010, o vinho verde tinto Afros Vinhão foi eleito pelo Financial Times como uma das escolhas para o verão.

A quinta Casal do Paço está certificada internacionalmente como
produtora de vinhos biodinâmicos, o que significa que todo o processo
agrícola é biológico, que os terrenos são tratados com princípios
homeopáticos e que é seguido o calendário lunar ao longo da produção.

Em 2010, a empresa faturou perto de 100 mil euros com uma produção de 35
mil garrafas que pretende aumentar para 120 mil no prazo de dois anos.

Oitenta e cinco por cento da produção destina-se ao mercado externo, sendo distribuída em 11 países.

A comitiva norte-americana visitou os produtores vinícolas do Minho a
convite da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).

A iniciativa, apoiada pelo IFAP (Instituto de Financiamento da
Agricultura e Pescas), integra-se no programa de promoção dos vinhos
portugueses em países estrangeiros.

O mercado americano é o principal consumidor de vinho verde no mundo: em
2010, as exportações portuguesas para este mercado foram superiores a
oito milhões de euros, um crescimento de 34 por cento em relação ao ano
anterior.

MYL.

Lusa/fim.

Quinta-feira, 10 Fevereiro 2011 12:12


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