Foram 12 os trabalhadores que chegaram a um acordo mútuo com a administração quanto as moldes de restrição. A empresa partiu desde logo para as negociações, aquando do anúncio da restrição, oferecendo 1,25 de mês de salário por cada ano de casa, o que veio a evoluir para outros valores.
Os outros 3 funcionários do “Expresso” chegaram a um entendimento que lhes permite continuar na empresa, ainda que isso implique a diminuição salarial e a redução de horário.
Os restantes 2 colaboradores da Sojornal estão em vias de acertar a sua situação, o que significa que o processo está praticamente fechado. Desta maneira, conseguiu-se evitar a concretização de um despedimento colectivo, situação que seria inédita no “Expresso”.
Dos funcionários que faziam parte da lista de rescisão, faziam parte fotógrafos, “desks” e pessoal administrativo.
O argumento da administração para avançar com as rescisões passou pela necessidade de redução de custos do jornal devido à diminuição das receitas publicitárias e pelo aumento do IVA nas publicações especializadas.
Na selecção dos trabalhadores a dispensar estiveram em causa critérios como o nível de remuneração, a existência de um historial de conflito com as chefias e a dificuldade de adaptação aos níveis de exigências do jornal.
Fonte: Jornal de Negócios

