E se uma aula de Ciências Naturais pudesse ganhar a escala de fósseis milenares, animais pré-históricos em tamanho real e milhões de anos de história da Terra? O Dino Parque Lourinhã volta a desafiar as escolas no novo ano letivo: transformar as visitas de estudo em verdadeiras aulas práticas, onde o que se aprende nos manuais ganha vida através da observação, da descoberta e da investigação científica.
No Dino Parque, os alunos não vão apenas ver dinossauros. Vão pensar como cientistas, observar fósseis, formular perguntas, interpretar vestígios e compreender como a paleontologia reconstrói a história da vida na Terra. Destaque ainda para a nova visita “Evolução e Extinções: Paleozoico e Triásico”, pensada especialmente para os alunos do 7.º ano.
Desde a sua abertura, em 2018, o Dino Parque já recebeu mais de 260 mil alunos integrados em grupos educativos. Evolução, extinções, biodiversidade, geologia e paleontologia são alguns dos temas que podem ser explorados no Dino Parque, ao longo de uma experiência que convida os alunos a observar vestígios, interpretar fósseis, relacionar alterações do planeta com a evolução da vida e compreender como os cientistas conseguem reconstruir acontecimentos ocorridos há milhões de anos.
Ao longo de cerca de três quilómetros, os alunos percorrem diferentes momentos da história da vida na Terra através de seis percursos temáticos, dedicados ao Paleozoico, Triásico, Jurássico, Cretácico, Monstros Marinhos e Cenozoico. Pelo caminho, encontram mais de 200 modelos de animais em tamanho real, um espaço museológico com fósseis e outros vestígios paleontológicos e um laboratório onde é possível observar o trabalho de preparação de fósseis.
Através de uma abordagem de edutainment, que combina aprendizagem e entretenimento, os alunos podem visualizar fenómenos estudados na escola, comparar diferentes períodos da história da Terra e compreender de que forma alterações geológicas, extinções e mudanças ambientais influenciaram a biodiversidade ao longo de milhões de anos.
Aprender a pensar como um cientista
Ao longo da visita, os alunos são desafiados a observar evidências, comparar diferentes períodos geológicos, formular hipóteses sobre as mudanças ambientais e perceber como os paleontólogos testam interpretações a partir dos fósseis.
Entre as novidades do programa escolar 2026/2027 destaca-se a visita “Evolução e Extinções: Paleozoico e Triásico”, dirigida a alunos a partir do 7.º ano. A atividade usa os animais pré-históricos como ponto de partida para compreender transformações muito mais amplas na história do planeta. Os alunos exploram as grandes extinções em massa e as alterações que marcaram a evolução da vida na Terra, trabalhando de forma visual e prática conteúdos da disciplina de Ciências Naturais.
Mais do que observar espécies desaparecidas, o objetivo é perceber como a ciência interpreta os vestígios do passado para reconstruir a história da vida na Terra. Fósseis, modelos, diferentes ecossistemas e a preparação de exemplares em laboratório permitem aproximar os alunos dos métodos e das perguntas que fazem parte do trabalho dos paleontólogos.
Diferentes experiências para diferentes idades
A oferta educativa do Dino Parque inclui atividades adaptadas a diferentes idades e níveis de ensino. Entre as propostas estão a modelagem de dinossauros, para crianças dos 3 aos 6 anos, a pintura de dinossauros, dos 3 aos 10 anos, a escavação de fósseis e a atividade Blocos de Gelo, ambas a partir dos 6 anos. Todas têm uma duração aproximada de 30 minutos.
A estas juntam-se a visita guiada ao parque, a partir dos 3 anos e com cerca de 50 minutos, e a visita guiada ao laboratório de fósseis, indicada para alunos com mais de 12 anos e com uma duração aproximada de 40 minutos. As visitas podem ainda ser adaptadas aos conteúdos programáticos, com temas como a Idade do Gelo, Jurássico, Cretácico e Paleontologia, existindo também fichas de trabalho ajustadas ao ano de escolaridade.
A visita ao Dino Parque pode, assim, funcionar como uma extensão da aprendizagem realizada na escola, pois irá permitir trabalhar, fora da sala de aula, conteúdos relacionados com a história da Terra, evolução, extinções, biodiversidade, mudanças ambientais e interpretação de evidências científicas.
Para os professores, a visita oferece uma forma de transformar conteúdos abstratos — como a evolução, as extinções ou as alterações geológicas — em fenómenos observáveis, comparáveis e discutidos pelos próprios alunos.
Antes da deslocação, os conteúdos podem ser introduzidos e discutidos na sala de aula; no parque, os alunos têm oportunidade de os observar e relacionar com exemplos concretos; depois da visita, as escolas podem consolidar conhecimentos através de fichas de trabalho adaptadas ao respetivo ano de escolaridade.
Ciência com raízes na Lourinhã
A experiência ganha maior relevância pela ligação do Dino Parque a um território reconhecido pelo seu património paleontológico. No espaço museológico podem ser conhecidos fósseis provenientes da região da Lourinhã, enquanto o laboratório permite acompanhar o processo de preparação de exemplares e aproximar os visitantes do trabalho desenvolvido pelos paleontólogos.
Em 2026, o parque reforçou esta ligação ao património paleontológico português com a inauguração da área “Antes dos Gigantes”, integrada no percurso do Jurássico, que reúne 20 novos modelos de animais pré-históricos e recria um ecossistema com cerca de 150 milhões de anos, incluindo espécies associadas a descobertas realizadas na Lourinhã e na antiga mina da Guimarota, em Leiria.
Mais do que uma viagem ao passado, uma visita de estudo ao Dino Parque transforma os conteúdos aprendidos na sala de aula numa experiência concreta de descoberta, ajudando os alunos a compreender como a ciência reconstrói a história da vida na Terra e usa esse conhecimento para explicar o mundo em que vivemos hoje.
