Na terceira edição, o encontro recebe profissionais de mercados como os Estados Unidos, Brasil, Canadá, Reino Unido, Espanha, França, Itália, Alemanha e Países Baixos, incluindo operadores especializados em enoturismo, travel designers e agências boutique. O programa combina reuniões B2B, momentos de networking e as Uncorking Experiences, visitas que permitem aos compradores conhecer os produtores, provar os vinhos e descobrir as regiões de origem.
O potencial do setor vai além da venda de experiências: 55 % dos enoturistas permanecem pelo menos duas noites na região visitada e três em cada quatro visitas resultam na compra de vinho, com um gasto médio de 164 euros na loja da quinta ou adega. Do valor anual estimado para o enoturismo em Portugal, cerca de 96 milhões de euros correspondem à venda direta de vinho.
A escolha do Alentejo acompanha a valorização da região enquanto destino enoturístico. Em 2026, os 13 municípios do Baixo Alentejo estão associados ao título de Cidade Europeia do Vinho, num ano em que foi também formalizada a candidatura da produção tradicional de Vinho de Talha a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
“Existe uma oportunidade muito concreta para os produtores portugueses crescerem através do enoturismo e dos mercados internacionais”, afirma o responsável pela organização, Bruno Gomes. O objetivo, acrescenta a também responsável pela iniciativa Susanna Tocca, é proporcionar aos compradores um contacto direto com os produtores e os territórios, para que possam integrar estas experiências nas propostas turísticas destinadas aos seus clientes.
Carolina Neves

