Jantares da Ordem da Cabidela estreiam-se nos Açores e na Madeira

Criada em 2016 pelas Edições do Gosto, a Ordem da Cabidela reúne atualmente mais de 2000 membros e continua a crescer em torno da valorização da cabidela na gastronomia portuguesa. Depois de percorrer vários pontos do país, o movimento estreia-se nas ilhas com dois jantares especiais: a 29 de outubro, no Atelier 560, em São Miguel, e dois dias depois, a 31, no Terreiro, no Funchal.

Tradicionalmente, a cabidela é um prato confecionado com sangue do animal, mas o conceito que inspira este movimento vai muito além da receita.

Assente no respeito pela tradição, abre também espaço à criatividade e à reinvenção, celebrando uma das iguarias mais emblemáticas da gastronomia portuguesa. A Ordem distingue os seus membros mais dedicados com o título de Cavaleiros da Ordem, atribuído numa cerimónia de entronização.

A 29 de outubro, a partir das 18h30, o restaurante Atelier 560, em São Miguel, recebe o primeiro jantar da Ordem da Cabidela nas ilhas. O chefe anfitrião, Cláudio Pontes, junta-se a Anne Teixeira e José Pereira (Õtaka), Duarte Ponte (ETC. Osteria Bar), Henrique Mouro (Plura), Jorge Metade (Atelier 560), Paulo Costa (Caldeiras & Vulcões), Pedro Rosa (Miranda), Raquel Valadão (Geiko) e André Fragoeiro para uma experiência gastronómica que celebra a tradição e a criatividade em torno da cabidela.  Este jantar tem um custo de 90€ e o menu de onze momentos inclui pratos como terrina do mar, moreia e cenouras avinagradas e raia au meunière, cabidela de sangacho e pil-pil.

Dois dias depois, a 31 de outubro, às 19h30, a iniciativa chega ao restaurante Terreiro, no Funchal. O chefe anfitrião, Alejandro Nunes, recebe João Luz (Avista, Hotel Les Suites at The Cliff Bay), Zélia Santos (Brisa do Mar, Hotel Reid’s), Sofia Gonçalves (Armada, Royal Savoy) e Pedro Campas (Savoy Palace). Com um custo de 65€ por pessoa, o jantar apresenta um menu de cinco omentos, dedicado à versatilidade da cabidela, com propostas que exploram diferentes ingredientes e abordagens, como cabidela de codorniz com sofrito, pimentón de la vera ou a cabidela do bosque e beterraba.

“A Ordem da Cabidela é uma celebração da gastronomia. Já somos dois milhares de pessoas a aceitar a cabidela como metáfora e a participar nestes momentos únicos, onde diferentes chefes se juntam para partilhar boa comida, criatividade e diversão”, afirma Paulo Amado, diretor das Edições do Gosto.

Após uma pausa de verão, os jantares da Ordem da Cabidela regressaram a 10 de setembro, no restaurante Exuberante, no Porto. Antes disso, este ano a iniciativa passou pelo Paraíso 19.95, em Guimarães, Poda, em Montemor-o-Novo, Puttanesca, em Leiria, e Três Marias, em Vila Real de Santo António.

Depois da estreia nas ilhas, a Ordem vai ainda até ao Porto, a 19 de novembro, para um jantar no Atrevo, de Rita Magro. O calendário de 2026 termina em Lisboa, a 10 de dezembro, com um último encontro no Plano, de Vítor Adão.

Segunda-feira, 19 Outubro 2026 12:23


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