Há vinhas que guardam em si uma parte essencial da história e da identidade de uma região. A Vinha Maria Teresa, na Quinta do Crasto, é um desses testemunhos vivos do património vitícola do Douro. Plantada há mais de 100 anos, distingue-se pela extraordinária diversidade de castas que coexistem na mesma parcela, numa composição que atravessou gerações e que constitui uma das suas características mais singulares.
Durante muito tempo, a composição das vinhas velhas do Douro permaneceu, em grande medida, desconhecida. A identificação das castas e das respetivas proporções era difícil, tornando cada parcela um património único, moldado ao longo de décadas de prática vitícola. Na Vinha Maria Teresa, esta diversidade traduz-se num field blend de enorme complexidade, cuja identidade a Quinta do Crasto tem procurado conhecer, compreender e preservar.
Este compromisso está na origem do projeto PatGen Vineyards, que permitiu realizar o mapeamento genético das castas presentes na vinha, identificando atualmente um total de 48 variedades. Este trabalho permite conhecer em profundidade a sua composição e assegurar a reposição das videiras que forem perecendo através de material geneticamente idêntico, contribuindo para preservar a identidade desta parcela e assegurar a sua continuidade para as gerações futuras.
“Vinhas como a Maria Teresa são o que tornam os vinhos do Douro tão especiais e apreciados em todo o mundo. Esta riqueza, esta parte mais única das vinhas do Douro, faz deste património emblemático uma herança de todos que importa proteger e preservar para as gerações vindouras”, afirma Tomás Roquette, administrador da Quinta do Crasto.
A colheita de 2021 ficou marcada por condições climáticas instáveis, que colocaram desafios ao longo do ciclo vegetativo e exigiram um acompanhamento rigoroso da vinha. A capacidade de observação e adaptação da equipa de Viticultura foi determinante para responder às condições de cada momento e assegurar a qualidade da matéria-prima. Na adega, a atenção ao detalhe e o trabalho de seleção permitiram acompanhar a evolução do vinho e definir o lote final.
O Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2021 estagiou durante 20 meses em barricas de carvalho novas, das quais 90% de carvalho francês e 10% de carvalho americano. O lote final resulta da criteriosa seleção das melhores barricas, num processo que procura preservar a identidade da vinha e revelar a complexidade das castas que nela coexistem.
De cor rubi intensa, apresenta um perfil aromático profundo, onde os frutos silvestres maduros são envolvidos com delicadas notas de especiarias e frescas notas de bosque, com destaque para a esteva. Na boca, revela estrutura e concentração, sustentadas por taninos firmes e de textura sedosa. O final é longo, equilibrado e persistente, prolongando a expressão aromática e confirmando o carácter do vinho.
Poderoso e elegante, o Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2021 traduz a riqueza de uma vinha centenária e a identidade de um lugar único no Douro, numa interpretação que conjuga profundidade, complexidade e sentido de origem.
O Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2021 já se encontra disponível nas principais garrafeiras nacionais, com um PVP de 255,00€. A distribuição em Portugal é exclusiva da Heritage Wines.
