Compras online? Já valem 4,6 mil milhões

O comércio eletrónico em Portugal continuou a crescer em 2017 com 73% dos portugueses a utilizarem a internet e 36% a realizarem compras online, num valor total de 4,6 mil milhões de euros. Os dados são da última edição do Estudo da Economia Digital em Portugal, desenvolvido pela ACEPI – Associação da Economia Digital em parceria com a IDC.

 

 

Até 2025, a percentagem de portugueses a utilizar a internet deverá aumentar para 91% e os que fazem compras online deverá crescer para os 59%. A previsão é que até esse ano o volume das compras online seja de 8,9 mil milhões de euros. Já no que se refere ao volume de negócios efetuado online pelas empresas e pelo Estado em 2017 este valor totalizou os 70 mil milhões de euros (24 mil milhões de euros em 2009), esperando-se que venha a ascender aos 132 mil milhões de euros até 2025.

Das compras feitas por portugueses, 50% foram realizadas para fora de Portugal, o que indicia que existe espaço para as empresas nacionais aumentarem a sua presença na Internet. Apenas 27% das empresas efetuaram negócios online e só 17% do seu volume de negócios provem de clientes no estrangeiro.

“Conteúdo, comércio, comunidade, contexto, personalização e pesquisa vertical serão as palavras-chave do e-commerce em 2018”, diz o presidente da direção da ACEPI, Alexandre Nilo Fonseca. “Além do novo perfil emergente dos consumidores 4.0, que se irá consolidar de forma mais acentuada em 2018, o e-commerce irá também refletir a rápida transformação digital dominada pela cloud, pelo mobile, pela big data e pelas redes sociais que está a ocorrer de forma transversal em toda a economia e onde os aceleradores tecnológicos da inovação, tais como o IoT, a IA, a Realidade Virtual e o Block Chain, têm um papel cada vez mais relevante”, acrescenta.Aconselha, assim, os CxO que quiserem ser bem sucedidos” a “eleger como prioridades para o digital em 2018: novas audiências; novas fontes de receita; novos modelos de negócio; desenvolvimento de produtos e serviços centrados nos clientes; CRM; estratégia opticanal; eficiência operacional; novas competências de recursos humanos e talentos, bem como considerar novos canais de distribuição”.

 

briefing@briefing.pt

 

Quarta-feira, 31 Janeiro 2018 11:22


PUB