Mas como tudo continua na nossa indústria da comunicação, mesmo no quadro de crise por que passámos desde o início dos anos 2000 (e com os níveis de gravidade que os últimos 3 atingiram), haverá que perceber que o focus de todos os agentes deve estar não na sobrevivência, mas antes na construção da vivência.
O Ser Humano – e como tal, também a sua faceta de Consumidor – é versátil, rápido a apreender, lesto a agir, não recuando nem divergindo, apenas mudando. E é tanto!
Por isso as Marcas, cerne e motor da Comunicação Publicitária, e as empresas que as geraram, tentam responder, acompanhar ou mesmo antecipar essas mudanças, sempre mais fortes e profundas em períodos de crise.
Esta resposta necessária e diferente, começou já a ser percebida por um grande número de Marcas: sinais disso mesmo têm começado a surgir, lenta mas claramente, nos últimos meses, ao não desistir de comunicar, de publicitar.
O mundo, o consumo, os hábitos e opções dos consumidores em Portugal nunca mais será como o que conhecemos até há pouco tempo atrás. Mas também se poderá dizer que daí não advirá nenhum mal ao mundo, desde que as Marcas ofereçam produtos e serviços adequados aos novos tempos, que a sua lógica de comunicação e a abordagem aos Consumidores seja a adequada, e a sua concretização efectuada nos canais adequados.
Num mundo em turbulência, a avidez pela informação é natural, e a rapidez das mudanças só nos chegam pelos Meios e Plataformas de Comunicação. Daí que hoje, mais do que nunca, esses meios e plataformas se tornem cruciais na difusão de marcas, de reposicionamentos, ou de diferentes atributos daqueles que existiam antes.
Teremos pois de construir – mesmo que num caminho de incertezas e dúvidas – o nosso novo mundo, que poderá ser bem melhor do que o anterior. Na Publicidade, como na Vida.
Tudo isto, porque “nothing can we call our own but death!” (Shakespeare). E nós queremos, e podemos, Viver.
Comecemos já.
Luís Mergulhão
Publicitário
Fonte: Briefing

