O melhor?
2017 foi o ano que marcou definitivamente a saída da crise do mercado português da publicidade. É óbvio que não voltaremos, pelo menos em breve, aos números de 2008. Mas é ainda mais óbvio que foi o ano em que muitas marcas voltaram a abrir os cordões à bolsa e a apostar em grandes campanhas publicitárias. Isto fará com que o início de 2018 seja frenético e traga grandes novidades ao mercado.
Este foi também o ano em que Portugal ficou efetivamente na moda: mais um excelente ano de Web Summit, o turismo a subir em todo o território nacional, bons resultados da economia, mais uma bola de ouro para Ronaldo e pela primeira vez a vitória na Eurovisão. Basta sair de Portugal e falar com os estrangeiros, para percebermos o quanto estamos na moda. Saberão as agências de publicidade nacionais aproveitar este momento? Esperemos bem que sim.
O pior?
Foi um bom ano para as agências, mas não foi um bom ano para o mercado. A renovação geracional das lideranças continua por fazer. Os resultados de Portugal nos principais festivais internacionais de publicidade foram fracos, pelo que nos valeu apenas o bom momento da Fuel e o excelente momento da FCB. Mas ficou muito por fazer.
Continuamos a ter as principais agências focadas no “comercial” de 30 segundos, no mupi e na imprensa. Culpa de todos (mea culpa minha também) faltam campanhas arrebatadoras e falta termos a coragem de pôr a tecnologia ao serviço da publicidade. Vivemos na era da inteligência artificial, dos assistentes virtuais e do branded content, mas a maioria das nossas agências ainda vive aprisionada a formatos antigos e a métodos passadistas. A transformação digital quando nasce, nasce para todos – até mesmo para as agências de publicidade.

