394 euros para prendas, comida e festas

Os portugueses estão menos pessimistas sobre a economia mas continuam a gastar menos dinheiro no período natalício e este ano têm a expectativa de dispender 394 euros por lar, indica um estudo da Deloitte.

Os 394 euros são distribuídos da seguinte forma: 195 euros para a compra de presentes,144 euros para gastos com produtos alimentares e 55 para socialização.

O valor representa uma redução face a 2011 e 2012, altura em que os gastos foram de 530 e 464 euros, respetivamente. Os 394 euros de 2013 distanciam-se largamente dos 894 euros registados entre os inquiridos irlandeses, cujo orçamento é o mais elevado entre os países analisados pelo Estudo de Natal 2013, divulgado pela Deloitte e que analisa as intenções de compra dos consumidores.

O aumento da carga fiscal, refletido na diminuição da disponibilidade financeira (61 por cento), assim como a perda ou receio de vir a perder posto de trabalho (39 por cento) são as duas grandes razões apontadas pelos inquiridos portugueses para a diminuição de gastos.

De acordo com os dados do Estudo de Natal 2013, pela primeira vez desde 2008 surgem países otimistas quanto ao desempenho da economia, acompanhando Portugal esta tendência, já que a perceção está menos pessimista face ao ano passado, com 77 por cento dos consumidores a admitir que a atual conjuntura é negativa (versus 83 por cento em 2012). Mais otimistas estão os jovens (entre os 18 e 24 anos), sendo os mais pessimistas os inquiridos na faixa com mais de 45 anos.

Esta ligeira melhoria reflete-se igualmente na perceção do poder de compra. Se em 2012, 68 por cento dos inquiridos afirmou que o seu rendimento disponível diminuiu, este ano diminui para 57 por cento. Também para 2014 as perspectivas tendem a ser melhores, com apenas 35 por cento a afirmar que o seu poder de compra vai deteriorar-se, um valor que se distancia dos 55 por cento registados aquando da edição do ano passado do Estudo de Natal.

Em 2013, os consumidores europeus têm um orçamento médio de 450 euros, o que representa um aumento de 0,7 por cento em relação ao ano passado. Este é o primeiro aumento registado desde 2008 e foi observado, principalmente, nos países do norte da Europa, na Alemanha (6,7 por cento) e Suíça (3 por cento). Pelo contrário, a maior diminuição é esperada na Grécia (menos 12,8 por cento).

briefing@briefing.pt

Quinta-feira, 07 Novembro 2013 14:09


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