Adriana Afonso entre humor, filosofia e jornalismo

Entre Bruno Nogueira, Albert Camus e David Byrne, a coordenadora de Marketing, Sensibilização e Comunicação da Sociedade Ponto Verde partilha as suas escolhas para o Modo Avião. Adriana Afonso confessa ainda que alterna entre o humor de “The Office” e as histórias de “Trafficked”.

Adriana Afonso entre humor, filosofia e jornalismo

Que podcast estou a ouvir

Tenho alternado entre o “Isso Não Se Diz”, do Bruno Nogueira, e o “Hidden Brain”, do Shankar Vedantam.

Gosto do primeiro pela honestidade das conversas e pela forma como aborda temas que muitas vezes ficam fora do espaço público. O lado descontraído das conversas também me ajuda a desligar depois de um dia de trabalho. O Hidden Brain, por outro lado, é quase como uma lupa sobre o comportamento humano: ajuda-me a olhar para as decisões, as emoções e as relações com mais curiosidade e menos automatismos.

Um livro que estou a ler

Estou a ler “O Estrangeiro”, de Albert Camus.

É o primeiro livro que leio de Camus. Sempre tive curiosidade em entrar no universo dele e perceber porque continua a ser uma referência para tantas pessoas. É uma leitura que parece simples, mas que nos deixa a pensar muito para lá das páginas, e tenho gostado de descobrir, aos poucos, uma forma diferente de olhar para a condição humana.

Uma música que não me sai do ouvido

“And She Was”, dos Talking Heads.

Assisti recentemente a um concerto do David Byrne e fiquei completamente rendida à energia e à criatividade da performance. Desde então, esta música anda em loop na minha cabeça. Na verdade, levou-me a mergulhar no álbum Little Creatures, e tenho-o ouvido repetidamente.

O que ando a ver

Tenho dividido o tempo entre rever a versão americana de “The Office”, pela terceira vez, e “Trafficked”, da Mariana van Zeller.

“The Office” é já um vício assumido e qualquer desculpa serve para voltar a ver o Steve Carell como Michael Scott.

O “Trafficked” impressiona-me pela forma como a Mariana van Zeller consegue dar voz a realidades que normalmente não vemos e tem uma capacidade incrível para ganhar a confiança das pessoas e contar histórias difíceis sem perder o lado humano. E o facto de fazer este trabalho enquanto mulher faz-me admirá-la ainda mais. 

Quarta-feira, 29 Julho 2026 10:14


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