Esta estratégia revela-se importante na medida em que se está a modificar o “mapa de compras”, assentando-se a mudança em três câmbios fundamentais: sociais, na medida em que existe, por parte dos consumidores, uma desacreditação em relação às instituições; tecnológicos; e económicos.
Gibson salientou ainda a importância de, a partir de agora, não se encarar “a loja vs digital”, mas antes “a loja mais o digital”. É na loja física que o consumidor embarca por uma maior compra não programada, ao contrário daquilo que se passa na loja online. Por isso, este fator deve ser aproveitado pelos comerciantes, ao mesmo tempo que utilizam as potencialidades do digital para promover os seus produtos, ou não se considerassem 74 por cento dos consumidores de hoje adeptos das tecnologias.
A partir de agora, os meios tradicionais de anunciar deixam de ser vistos como líderes. Os próprios consumidores revelaram, num estudo divulgado por Anthony, que gostam de tecnologia in-store. Foi por isso que o responsável, fazendo alusão ao tema do congresso – “Ganhar o Futuro” -, revelou que para se ganhar no futuro é necessário promover mais experiência na loja, integrar-se a experiência física com a experiência web, preço e qualidade serem aliados e ouvir as necessidades dos consumidores ao mesmo tempo que se lhe dá resposta. Deste modo, no futuro, onde a tecnologia ganha real importância, a loja física continua a ser a eleita dos compradores, permanecendo com o seu papel de “rei”.
Catarina Caldeira Baguinho
Fonte: Briefing

