Em entrevista ao Briefing, a propósito deste patrocínio, Miguel Branco explica a estratégia da marca:
Briefing | O que levou a Ford a associar-se a uma prova de surf?
Miguel Branco | O Rip Curl Pro é, sem dúvida, a prova mais importante de surf em Portugal; o facto de podermos estar associados facilita-nos o contacto com um público-alvo bastante importante para o posicionamento da marca
Briefing | Em que medida é que este desporto, em concreto, traduz os valores da marca?
MB | O surf é sinónimo de liberdade, natureza e cool, tudo valores que procuramos evidenciar na marca Ford e traduzir nos nossos produtos.
Briefing | Apoiar o desporto, e em concreto o surf, é uma forma eficaz de comunicar com o público Ford?
MB | É a forma de comunicar com o público. Hoje em dia as pessoas já não vão aos stands ver os modelos, o automóvel, por si só, já não desperta o mesmo nível de interesse que assistíamos há poucos anos, pelo que eventos desta natureza fazem-nos estar próximo de um público-alvo muito seleccionado e, acima de tudo, reforçar a nossa notoriedade de marca.
Briefing | Qual a política de patrocínios da Ford?
MB | A Ford tem vindo a aumentar o investimento nesta área, sobretudo fora do círculo dos automóveis, isto porque existe uma clara estratégia de aumento de notoriedade e conquista de novos públicos-alvo para a marca.
Briefing | Qual o retorno, em termos de notoriedade mas também de negócio, dos patrocínios?
MB | Isso é algo sempre difícil de medir, cada um terá as suas metodologias, importante para nós é definir metas mensuráveis e retirar o máximo de visibilidade nestes eventos. Medir diretamente em volume de negócios nesta fase não seria um bom exercício…
Briefing | Em tempo de crise, houve inflexão nessa política, nomeadamente em termos de orçamento?
MB | Logicamente nestes tempos temos de ser bastante mais comedidos, mas isso, por vezes, é uma vantagem, pois a falta de orçamento será compensada pela imaginação em implementar metodologias e ações diferentes, que nos levem a atingir as nossas metas.
Briefing | Em que medida é que a Ford desenvolve acções específicas para o mercado português?
MB | Todo este tipo de ações (patrocínios/ativações) é exclusivamente para o mercado local e desenvolvido localmente. Existem algumas ações centrais, como o caso da Liga dos Campeões da UEFA, mas que depois passam por toda uma ativação local para capitalizar em cima de algo que nos é disponibilizado.
Briefing | Tendo em conta a quebra nas vendas automóveis, qual tem sido o posicionamento da Ford?
MB | Esse é um tema delicado (!), a quebra de vendas é fortíssima, estamos a falar de um mercado que está a cair cerca de 50%, e quando estamos a falar desta ordem de grandeza eventualmente só com poções mágicas conseguiríamos resistir. Contudo, a Ford acredita no futuro, são épocas destas que nos fazem ficar mais fortes, os desafios são enormes, mas as vitórias serão bastante mais saborosas. Temos de ter a capacidade de reinventar o negócio e ir mais além… “Go Further” é a nossa visão – novos produtos, com tecnologias inovadoras, eficiência em termos de consumo de combustível e com baixas emissões de CO2, são a resposta da Ford.
Fonte: Briefing

