Logo a 28 de Maio, no primeiro documento sujeito ao regulador da publicidade na TV, depois de ter ganho o contrato de 135 mil euros, a PwC pôs preto no branco: no final do trabalho “não estaremos habilitados a expressar e não expressaremos qualquer opinião profissional de auditoria”.
Por essa razão, definiu ainda a PwC, apenas “emitiremos um relatório com a descrição exaustiva dos procedimentos específicos efetuados e a respetiva descrição factual dos seus resultados”.
A consultora contratada pela CAEM, que é, simultaneamente, auditora da RTP, explicou ainda que caberá ao regulador “apreciar os procedimentos e conclusões relatadas e daí retirar as suas próprias conclusões”.
O envio deste documento coincidiu com o pedido, então feito pela PwC, de um primeiro adiamento – neste caso, da entrega do “Relatório Preliminar das Conclusões Factuais” – por considerar que o mesmo constituiria a peça mais importante do seu contrato com a CAEM.
“Dado a PwC ter entendido a importância deste relatório mais importante que o final e de que a indústria tomará decisões com base nos seus resultados – foi então explicado -, informou de que só o pode fazer com garantias de qualidade no dia 18 de Junho. O relatório final mantém a data de 30 de Junho. Ficou acertado que não deverão existir mais adiamentos”.
Na semana passada, a PwC pediu novo pedido de adiamento da entrega do seu trabalho, havendo a expectativa de que o mesmo estará concluído no início da próxima semana, embora ainda esteja por estabelecer a audição prévia da GfK, a entidade que fornece o sistema à CAEM.
Posteriormente à recepção do documento da PwC, a CAEM vai envolver as partes interessadas (estações e distribuidores de TV, anunciantes e agências de meios) para consensualizarem um relatório a enviar à GfK, ficando esta com a responsabilidade de, num prazo ainda a definir, proceder à eventual melhoria do sistema de medição das audiências.
Seja como for, está ultrapassado o prazo de dois meses que a RTP tinha dado à CAEM e ao seu consultor para concluir a auditoria que, afinal, parece que não é.
Fonte: Briefing

