CEO do Santander inibido de trabalhar no setor pelo Supremo Tribunal espanhol

Lisboa, 17 jan (Lusa) – O conselheiro delegado do Banco Santander,
Alfredo Sáenz, terá sido condenado pelo Supremo Tribunal espanhol a oito
meses de prisão, multa e inibição para exercer qualquer cargo na banca,
devido a um processo de fraude, revela a imprensa espanhola.


O
caso remonta a 1994, quando Alfredo Sáenz era o presidente do Banesto,
tendo então apresentado uma queixa por fraude e ocultação de bens contra
quatro empresários “sabendo que eram inocentes”, conforme relata o
jornal El Mundo, citado pela agência espanhola EFE.

Segundo terá
apurado a justiça espanhola, esta acusação foi levantada para pressionar
a cobrança de uma dívida de 3,8 milhões de euros contraída no Banesto
por uma empresa detida, entre outros, pelos quatro empresários acusados,
tendo resultado na sua detenção durante vários dias.

A sentença
hoje antecipada pelo El Mundo terá sido decidida em dezembro e será
divulgada oficialmente nos próximos dias, implicando a saída imediata do
número dois do Santander do seu posto.

Fontes do Santander
consultadas pela EFE não quiseram comentar esta matéria e adiantaram que
não o farão até que se conheça a sentença.

DN.

*** Este
texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim

Segunda-feira, 17 Janeiro 2011 12:49


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