Estas medidas são vantajosas, diz a associação, argumentando que, além de terem um impacto limitado na receita tributária do Estado, libertam recursos financeiros para manter o motor económico e social em movimento. E – acrescenta – é também uma forma menos distorcida de intervenção nos mecanismos de mercado, evitando a discussão em torno de eventuais favorecimentos.
A propósito, recorda um estudo recente que promoveu e segundo o qual cada euro investido em publicidade gera, em média, 4,4 euros na economia.
“A publicidade e a comunicação têm um forte efeito multiplicador em todos os setores e atividades económicas. Perante um momento difícil e antecipando o período de recuperação que teremos pela frente, as medidas propostas pretendem contribuir para incentivar a atividade, manter empregos, manter os meios de comunicação social a funcionar e terá um impacto direto sobre a recuperação económica das empresas e do país”, afirma, em comunicado, a secretária-geral da APAN, Manuela Botelho.
Com as medidas que propõe, a APAN acredita ser possível não só apoiar as empresas de media, mas também acautelar o interesse geral da economia, dos consumidores e do emprego: “Perante um momento excecional, de características sem precedentes, importa continuar a dar condições de sustentabilidade para que os meios de comunicação social nacionais continuem a ser um ponto de referência para informação de confiança e de ligação à comunidade e sociedade”.

