A participação da associação de defesa do consumidor passa pela realização de uma centena de sessões de esclarecimento em todo o País: cinco em cada distrito, a que se somarão dez sessões em zonas com cobertura por satélite. As primeiras acontecerão a 12 de Janeiro nas zonas abrangidas pela fase inicial de desligamento do sinal analógico – as mesmas que funcionaram como experiências-piloto.
Além da população em geral, serão visados funcionários das autarquias, nomeadamente pessoal técnico, das colectividades regionais, das IPSS, bem como retalhistas e instaladores. Ao alargar o público-alvo, a DECO e a ANACOM apostam na capacidade de multiplicação da informação e na consequente ampliação dos conceitos associados à migração para a TDT.
A transição para a TDT acontecerá de forma faseada, num primeiro momento na faixa litoral, seguindo-se Os Açores e a Madeira, a 22 de Março, e o interior do País, a 26 de Abril.
Segundo a Autoridade Nacional das Comunicações, nas zonas já testadas, a migração ocorreu sem perturbações de maior e com um reduzidíssimo número de famílias a ficarem temporariamente privadas de televisão.
Para esclarecer a população, a ANACOM distribuiu seis milhões de guias. Com esta parceria com a DECO, o objectivo é reforçar a informação, esclarecendo, nomeadamente, as questões associadas a custos: ou seja, que a transição para a televisão digital não envolve o pagamento de mensalidades nem obriga à contratação de serviços pagos de televisão.
Um estudo divulgado a semana passa pela GfK Metris revela que um em cada dez portugueses não sabe que terá de fazer o switch off do sinal analógico de televisão.
O mesmo estudo revela também que a TDT está a ser um motor de crescimento do serviço de televisão por subscrição, uma vez que, dos portugueses que aderiram à televisão paga no último ano, mais de metade (55 por cento) refere que foi por causa do sistema TDT e 37 por cento justifica a opção com a necessidade de ter mais canais ou por causa do serviço de acesso à Internet.
Fonte: BAN

