Porque afinal, justificavamos nós, tudo o que é demais, enjoa. Bom, passados mais uns anos, constato que não estavamos totalmente certos, mas também nāo estavamos totalmente errados.
O twist (que nem foi um grande twist) foi perceber que o digital chegou para ficar, que faz parte do nosso dia-a-dia e que já nem faz sentido falar de marketing digital, etc.
Computadores, smartphones ou tablets sāo hoje meios tāo legítimos e relevantes como a TV ou a Rádio. As ideias surgem, independentemente do meio (ainda que habitualmente dirigidas para o online, porque o online é mais social e nós somos seres sociais, nāo é verdade?) e, na parte dos casos, quando sāo boas extendem-se para todos os outros meios naturalmente.
É um novo mundo cheio de potencial, em que finalmente começamos a olhar para as pessoas como pessoas e nāo como consumidores. E, sejamos sinceramos, isto abre todo um universo de oportunidades e formas de comunicar.
A acompanhar esta evoluçāo, veloz e implacável, os avanços tecnológicos permitiram que marcas e agências nos trouxessem a Fuelband da Nike que, mais do que trazer o digital para o “real”, misturou ambas as realidades de uma pessoa numa só, tornando-se quase que imbecil distingui-las.
Acredito que apenas agora começámos a decobrir esta nova realidade, mas também acredito que o próximo passo da simbiose entre o “eu” digital e o “eu” analógico (que parvoíce, mas vocês perceberam…) é a impressāo 3D. Que tal um exemplo perfeito do que acabei de dizer? A Yahoo! japonesa criou um motor de busca da web que imprime os resultados em 3D dessa mesma busca para que crianças invisuais possam sentir as proporções de uma girafa, de um tiranossauro, etc. Brilhante. E tenho uma pontinha de inveja (da boa) desta ideia.
Frederico Roberto Digital
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