Formar comunicadores para Portugal e para o mundo? É a estratégia da Católica

Formar comunicadores para Portugal e para o mundo? É a estratégia da CatólicaPermitir que os estudantes tenham acesso ao conhecimento mais relevante produzido na área da comunicação e desenvolver as competências necessárias para a sua atuação num mercado global. Este é o objetivo do mestrado em Ciências da Comunicação, lecionado na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, distinguido com a 30.ª posição no ranking Eduniversal. O coordenador do mestrado e diretor da faculdade, Nelson Ribeiro, explica o que diferencia esta oferta educativa das demais.

Briefing | O mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade Católica figura pela primeira vez no ranking da Eduniversal, no qual ocupa a 30.ª posição. O que representa este reconhecimento para a instituição?

Nelson Ribeiro | Acima de tudo esta posição no ranking confirma o valor da formação oferecida pelo mestrado em Ciências da Comunicação, que se rege por critérios de exigência e rigor, possibilitando aos estudantes ter acesso ao conhecimento mais relevante produzido na área da comunicação e desenvolver as competências necessárias para atuar num mercado global. Todos os anos formamos várias dezenas de mestres, em seis diferentes especializações – Media e Jornalismo; Comunicação, Televisão e Cinema; Internet e Novos Media; Comunicação Política; Comunicação, Organização e Liderança; Comunicação, Marketing e Publicidade. O facto de o curso surgir entre os 30 melhores da Europa resulta do elevado padrão de qualidade do ensino ministrado, da crescente internacionalização do curso, que é frequentado por mais de 20% de alunos estrangeiros, e da elevada taxa de empregabilidade dos estudantes que terminam a formação (cerca de 99%). Neste sentido, a posição no ranking é também o resultado da excelente relação que existe entre o mestrado e as entidades empregadoras.

Briefing | O que permitiu ao mestrado em Ciências da Comunicação conseguir integrar esse ranking? O que o distingue dos demais mestrados na área em Portugal?

NR | A presença neste ranking do mestrado em Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica é o resultado de um percurso que começou a ser trilhado há já vários anos e que resultou numa maior aposta na internacionalização e numa relação mais estreita com o mercado de trabalho. Além disso, os estudantes têm acesso a diversos programas de mobilidade, incluindo para os Estados Unidos através do programa “Global Scholar in Communication Studies” que resulta de uma parceria entre a Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica e a School of Communications da Kent State University. Em termos da relação com o mercado de trabalho existe um leque muito alargado de empresas com as quais temos uma excelente relação para oferta de estágios aos alunos. Neste caso particular, são de destacar a RTP, parceira do mestrado desde 2014, e a GfK que oferece estágios remunerados aos melhores alunos.

Briefing | Em que consiste o programa Global Scholar Exchange? Quais as mais-valias para os alunos?

NR | O “Global Scholar” é um programa de intercâmbio que oferece uma oportunidade única de estudar durante um semestre nos Estados Unidos, aprofundando conhecimentos sobre temas das Ciências da Comunicação no contexto americano. Ao abrigo do programa, os alunos frequentam o 2.º semestre do mestrado na prestigiada Kent State University, no Ohio, onde têm contacto com algumas das empresas de produção televisiva e cinematográfica dos Estados Unidos. Este intercâmbio permite aos alunos do mestrado em Ciências da Comunicação ingressar numa experiência internacional e intercultural, sendo desta forma um valor acrescido em termos curriculares. Do mesmo modo, os alunos americanos têm a oportunidade de frequentar um semestre do mestrado na Universidade Católica Portuguesa, o que é também uma mais-valia para os seus currículos. Por outro lado, o mestrado em Ciências da Comunicação recebe frequentemente a visita de professores estrangeiros de renome, o que permite aos alunos formar uma perspetiva e entendimento globais sobre diversos fenómenos da comunicação. No próximo mês de abril, por exemplo, vamos receber o professor Robert Picard, um dos maiores especialistas do mundo em economia e gestão dos media e antigo diretor de investigação do Reuters Institute for the Study of Journalism da Universidade de Oxford.

Briefing | Considera que há falta de “bons comunicadores” em Portugal? Porquê?

NR | Os bons comunicadores formam-se, desde logo, nas universidades e julgo que em Portugal existem bons comunicadores, embora seja uma área na qual nem sempre todas as empresas apostam. Hoje não são apenas as empresas de media que precisam de bons comunicadores, mas também as empresas e as organizações sem fins lucrativos que precisam de quadros qualificados de modo a conceber e gerir estratégias de comunicação eficaz com os diferentes stakeholders. Acredito que o mestrado em Ciências da Comunicação dá um contributo importante para melhorar a qualidade da comunicação que é feita em Portugal pois anualmente formamos várias dezenas de comunicadores totalmente habilitados para adotarem estratégias de comunicação diferenciadas consoante os objetivos das organizações que venham a representar.

Briefing | Como tem evoluído a procura do mestrado em Ciências da Comunicação nos últimos anos?

NR | O mestrado em Ciências da Comunicação tem vindo a apresentar uma procura crescente nos últimos anos, tanto de alunos portugueses como estrangeiros. Entre 2014 e 2015 o número de candidatos aumentou mais de 50%. É também cada vez mais frequente termos empresas e organizações, sobretudo estrangeiras, que financiam o curso aos seus quadros pelo facto desta formação acrescentar valor às próprias instituições.

Briefing | E qual a variante de especialização mais escolhida pelos estudantes?

NR | Os alunos distribuem o seu interesse de forma mais ou menos uniforme pelas diversas variantes. No entanto, nos últimos anos as áreas com maior número de candidatos foram a Comunicação, Marketing e Publicidade, Media e Jornalismo e Comunicação, Organização e Liderança, não obstante haver um aumento crescente pela especialização em Internet e Novos Media.

rs@briefing.pt

Segunda-feira, 01 Fevereiro 2016 13:05


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