O responsável do clube da Luz falava num painel moderado por Diogo Andrade e Ana Maria Lopes, da Microsoft, e onde foram apresentados case studies de marcas e empresas. Henrique Conceição afirmou que os sócios do Benfica são os “shareholders da organização que partilham connosco as suas ideias”. Por isso, “ouvi-los é fundamental, até mais do que ouvir a concorrência”.
O diretor de marca do Benfica considera que os consumidores já não estão com disposição para o “discurso das vendas”, o que querem é “perceber como é que determinado produto ou serviço satisfaz os seus desejos”. O poder está hoje na mão do cliente, disse.
Margarida Couto, da sociedade de advogados VdA, falou da experiência de uma sociedade de advogados no seu relacionamento com os clientes. Considerou que, hoje, mais do que resolver problemas, as sociedades de advogados têm de os antecipar. Fidelizar os clientes é também uma das principais prioridades de uma sociedade.
Na primeira sessão da tarde, Nadim Habib, da Nova Business School, falou sobre os problemas de gestão nas empresas portuguesas. Portugal, a par da Índia, da China e da Grécia, é um dos países mais mal classificados na ranking da gestão de empresas. “Precisamos de organizações simples para pessoas complexas”, afirmou Nadim.
Para enfrentar este problema, o orador apontou cinco soluções: um diálogo a sério sobre o que é a estratégia; melhor gestão; melhor liderança; ter a consciência de que o complexo é o novo normal; inovação.
Fonte: Briefing

