Gonçalo Santos

“É a minha cara na medida que não tenho um escritório propriamente dito”. É assim que Gonçalo Santos, diretor criativo da Opal, define o espaço onde trabalha, uma mesa junto das restantes mesas do departamento criativo da agência. “Não gosto de me pôr à parte do resto da equipa. Gosto de estar na trincheira”, admite.

 

Situado no meio dos prédios da Avenida da Boavista, no Porto, o diretor criativo conta que a vista da agência não é a melhor. “Inspiração zero. Inspiro-me naquilo que pesquiso e naquilo que vivo fora da agência”. Quanto ao interior da sala onde trabalha reconhece que podia sofrer algumas alterações e tornar-se mais acolhedora se trocasse “algumas das peças de mobiliário de aglomerado por madeiras mais naturais” e acrescentasse “alguns quadros de ilustradores”, mas são pormenores meramente estéticos. Ainda assim, tem um toque pessoal pois, como a Opal trabalha muito no sector do vinho, a equipa vai colecionando garrafas que ficam espalhadas por toda a agência. A coleção vai alargando por causa dos “rótulos e afins”, mas quem resiste a uma garrafa de vinho ali mesmo à mão? “De vez em quando desaparece uma”, brinca Gonçalo.

O espaço onde trabalha “tem o essencial” e o ambiente é “divertido e descontraído”. Mas o que o torna realmente especial são as pessoas com quem o partilha. Há momentos para trabalhar, mas também de descontração e a sexta-feira é dia de “guilty pleasures”. O diretor criativo confessa o seu gosto por música e a equipa até criou uma playlist no Spotify. O tempo que passa no escritório é maior que o que passa com alguns familiares e por isso o bom ambiente e a boa disposição são muito importantes para Gonçalo. “Acabo por fazer sempre bons amigos no trabalho e não consigo separar a vida dentro e fora da agência”. E como as conversas não são só de trabalho, a discussão acontece quando se fala de gostos ou opiniões e sobre “futebol ou um dilema filosófico”.

Apesar de não considerar ter propriamente objetos especiais, há uma coisa que estima mais do que as outras: a fotografia do sobrinho e afilhado. “Gosto daquele pilantra”, comenta. Também os k-lines que vai guardando das brincadeiras no escritório decoram a mesa “como se fossem passe-partouts”, Gonçalo gosta de manter esses “’recuerdos’ de private jokes” e de momentos de boa disposição.

E como os dias maus também existem, a salinha de reunião anexada à sala onde trabalha é o “refúgio habitual” de todos. Se bem que, por vezes, não chegue e seja mesmo preciso apanhar ar: para essas alturas a sugestão de Gonçalo é fazer-se à estrada e descer a Avenida da Boavista até à Foz do Douro. Afinal, “não há nada como uma boa esplanada ou bar com vista de mar para limpar a cabeça”.

 

Gonçalo Santos

-Os headphones não podem faltar na secretária de Gonçalo. “Não consigo viver sem música e não gosto de importunar o resto da sala com a música que oiço”.

 

Gonçalo Santos

A pequena garrafa de vodka preta da marca Opal foi um souvenir da Islândia oferecido por um dos diretores de arte. “Está na mesa, em caso de urgência”, conta o diretor criativo em tom de brincadeira.

 

Gonçalo Santos

A guitarra de pvc foi utilizada numa ação feita para a Casal Garcia no festival Marés Vivas.

Gonçalo Santos

O cartaz Wanted é um dos k-lines que decoram a mesa de Gonçalo. “É da minha equipa de há uns anos. Foi feito pelos accounts para a festa de natal da agência. Todos eram ‘procurados’ por alguma espécie de crime publicitário, exceto os elementos do departamento de serviço a clientes, que tinham cartazes de ‘empregados do ano’. É óbvio que vivem iludidos, mas tiveram piada.”

Gonçalo Santos

“Não me responsabilizo por danos morais que a audição desta playlist possa criar”, brinca o diretor criativo ao partilhar, através de um QR code, a lista de músicas que a equipa criou no Spotify.

Quarta-feira, 03 Janeiro 2018 10:40


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