Impresa volta aos lucros

Impresa volta aos lucros
A Impresa encerrou o segundo trimestre deste ano com o regresso aos resultados líquidos positivos: 2,2 milhões de euros. No período em análise, o grupo atingiu receitas consolidadas de 63,6 milhões de euros, uma descida homóloga de 7,5 por cento como resultado da “degradação da conjuntura económica que penalizou as receitas publicitárias e as vendas de publicações”, lê-se no relatório de contas da empresa.

No período em análise, a Impresa registou uma descida dos custos operacionais em 11 por cento, o que permitiu aumentar o EBITDA, consolidado em 19,1 por cento para 9,5 milhões de euros. Esta descida, explica a empresa no relatório de contas, “foi consequência da quebra de atividade ocorrida no segundo trimestre, com os custos variáveis a descerem 12 por cento, destacando-se a redução dos custos de programação em 8,1 por cento”. Também os custos fixos revelaram, este trimestre, um decréscimo – de 7,4 por cento -, impulsionados pela redução dos custos com pessoal em 7,5 por cento.

A dívida líquida do grupo apresentou, neste segundo trimestre, uma redução, face ao período homólogo, de 10,8 milhões de euros, situando-se agora nos 218,8 milhões de euros. Um decréscimo foi também registado nas receitas consolidadas, que baixaram 7,5 por cento em relação ao ano anterior, passando agora para os 63,6 milhões de euros.

As receitas publicitárias também desceram, estas em cerca de 11,2 por cento, assim como as vendas de publicações do grupo (12,4 por cento) que, em parte, foram afetadas pela descontinuação de algumas delas. A venda de produtos associados registou, igualmente, uma descida, de 32,4 por cento, assim como outras receitas do grupo – 6,9 por cento -, apesar do contributo positivo da área do Customer Publishing e da InfoPortugal.

Por outro lado, as receitas de subscrição de canais aumentaram em 1,4 por cento, tal como as de multimédia – 33, 8 por cento – mediante os novos concursos lançados na televisão.

No segundo trimestre do ano, os resultados financeiros negativos da Impresa melhoraram em 16,5 por cento, passando para 3,2 milhões de euros. Esta variação é explicada pela “ausência de ajustes extraordinários, como foram as perdas de imparidade dos investimentos financeiros na Elsinor e no FICA, registadas em junho de 2011, e pela redução da dívida líquida em termos médios”, lê-se no relatório.

O resultado antes de impostos, interesses não controláveis e imparidades, no segundo trimestre do corrente ano, atingiu os 4,3 milhões de euros, o que representou um ganho de 126 por cento em relação a 1,9 milhões de euros do período homólogo do ano passado. “No acumulado, em junho de 2012, o resultado antes de impostos e imparidades foi positivo em 156 mil euros, contra 2,4 milhões de euros negativos registados em junho de 2011”, revela o grupo.

Fonte: Impresa

Terça-feira, 24 Julho 2012 11:19


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