Relativamente a sectores, o das viagens é o que mais cresce, ultrapassando os 20 por cento, seguido do automóvel e do das bebidas, ambos com aumentos acima dos 15 por cento.
De acordo com dados evidenciados ontem pelo diário económico espanhol Cinco Días, a crise parece não retardar a indústria da publicidade. Os quatros gigantes mundiais do sector publicaram os seus resultados e, a 30 de Junho, a soma total das facturações da britânica WPP, das norte-americanas Omnicom e Interpublic e a fracesa Publicis ronda os 15 milhões de euros, o que representa mais de 8,1 por cento face ao ano passado.
O impulso dos mercados asiáticos, da América Latina e outros emergentes é um dos factores que explicam os benefícios da maioria destas empresas: 1 188 milhões de euros no total, 14,7 por cento comparado com os seis primeiros meses do ano anterior em termos de lucro líquido atribuível.
China, Brasil, Índia, México e Rússia são os países onde mais cresceu a publicidade ainda que a WPP tenha disparado a sua facturação na Argentina, um país com uma taxa de crescimento superior a 20 por cento. De acordo com a empresa de publicidade, que apresentou os resultados na quarta-feira, 24 de Agosto, as suas vendas aumentaram 5,4 por cento nos Estados Unidos e 5,1 por cento no Reino Unido, enquanto no resto da Europa aumentaram apenas 2,9 por cento.
Os dados revelam ainda que a evolução entre os mercados emergentes e os desenvolvidos é díspar. Assim, a WPP em Espanha – que controla agências como a Kantar, TNS, Bassat Ogilvy e Sra Rushmore – não conseguiu alcançar os cinco por cento de facturação entre Janeiro e Junho e, por seu turno, a Publicis – proprietária da ZenithOptimedia, Leo Burnett e Starcom Media Vest – melhorou apenas três por cento.
A crise da dívida de Espanha, Grécia, Itália e França, juntamente com os problemas de défice dos Estados Unidos, apresenta-se como grave ameaça ao investimento publicitário. Embora as agências assegurem que o mercado tenha abrandado no segundo trimestre, as perspectivas para o final do ano são positivas.
As expectativas de dinamização do sector para 2012 são altas. A contribuir para isso estão os Jogos Olímpicos de Londres, o Campeonato Europeu de Futebol e as eleições norte-americanas.
Fonte: prnoticias

