Segundo uma nota do próprio António Brotas a ideia é publicar, em 2012 e 2013, dois números impressos do jornal. “Esperamos que apareçam,depois, pessoas mais novas que permitam assegurar a continuidade do projecto”, afirma na mesma nota.
O jornal terá uma tiragem de 400 exemplares, 16 páginas e será de informação geral, embora com incidência em questões de natureza política. Também estará presente na internet.
Os três promotores do projecto são António Brotas, António Lopes Vieira e Viriato Wolfango de Macedo. Brotas tinha pedido à Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) o registo provisório em seu nome da publicação periódica “Jornal República”. Isto aconteceu quando soube que o título tinha caído no domínio público.
Fundado em 1911 por António José de Almeida, o jornal República foi um dos bastiões da luta contra o regime de Salazar. Após o 25 de abril foi palco de lutas políticas entre o PS e o PCP, o chamado “caso República”, que levou à saída do PS do IV Governo Provisório, provocando a sua queda a 17 de julho de 1975.
Os redatores que saíram do República e afectos aos socialistas viriam a lançar, no dia 25 de agosto, em pleno verão quente de 1975, o jornal “A Luta”.
Hermínio Santos
Fonte: Briefing

