“Fiquei muito contente, porque foi o
reconhecimento do jornalismo de agência, que é um trabalho muito
discreto e anónimo. O nosso rosto é aquilo que os outros órgãos escolhem
divulgar”, disse hoje à Lusa Helena de Sousa Freitas.
Em
declarações à Lusa, a jornalista vencedora do prémio da Associação para a
Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) disse que
foi com “muito entusiasmo” que desenvolveu o conjunto de dez peças
jornalísticas, divulgadas pela agência Lusa, entre 19 e 29 de novembro
de 2009.
“Estava tão entusiasmada para fazer este dossier de
investigação sobre os livros eletrónicos [e-books] que chegava a ir de
manhã para a redação quando só entrava às 16:00”, contou.
O
conjunto de trabalhos incluía uma entrevista ao investigador e docente
José Afonso Furtado, que acompanha desde o início a evolução dos livros e
dos dispositivos de leitura eletrónicos, a perspetiva das editoras
tradicionais e das editoras de livros eletrónicos e da Sociedade
Portuguesa de Autores.
Helena de Sousa Freitas, bolseira da
Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), recebeu o prémio no valor de
3.000 euros “com surpresa”, revelando que não é habitual concorrer até
porque “há concursos que não estão pensados para o modelo de agência”.
Nascida
em Lisboa em 1976, Helena de Sousa Freitas, atualmente aluna de
doutoramento em Sociologia da Comunicação e da Cultura no Instituto
Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), iniciou a
profissão em 1996 na imprensa local e regional de Setúbal e é jornalista
da agência Lusa desde 1998.
Os trabalhos foram avaliados em
função da “inovação, criatividade e descoberta na abordagem do tema”, do
“grau de profundidade da investigação jornalística” e do contributo do
trabalho para “a visibilidade e aplicabilidade dos benefícios da
Sociedade da Informação”, segundo a organização.
JNM
***Este
texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico***
Lusa/Fim
