Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae anunciou um aumento de cinco por cento do volume de negócios, para os 5,8 mil milhões de euros, com ganhos de quota de mercado no retalho.
Durante a apresentação do relatório de contas relativo a 2010, o presidente da Sonae realçou que 2010 foi um “um ano de especial orgulho” pela performance do grupo.
Segundo salientou, estes resultados foram obtidos “enquanto se esteve a investir fortemente na implementação das medidas necessárias ao crescimento do grupo” em três eixos fundamentais: crescimento internacional, diversificação do estilo de investimento e alavancagem e reforço da base de ativos e competências chave.
Paulo Azevedo realçou que “a Sonae conseguiu fazer estas três coisas com aumento do retorno do capital próprio, com rentabilidade e redução da nossa dívida, que caiu sete por cento para 2.852 milhões de euros, cumprindo o nosso objetivo de redução gradual em termos absolutos”.
“E fizemos tudo isto, tomando muito bem conta dos nossos ‘stakeholders’”, acrescentou.
No mesmo período, a rentabilidade continuou a aumentar, com o EBITDA recorrente a subir nove por cento, para os 690 milhões de euros, alcançando uma margem das vendas de 12 por cento.
O resultado líquido direto (atribuível aos acionistas) aumentou 13 por cento para os 192 milhões de euros, informa a empresa.
Em 2010, “o grupo Sonae diminuiu a dívida líquida em sete por cento, em 228 milhões de euros face ao final de 2009”.
No último ano, o grupo liderado por Paulo Azevedo criou 3.454 postos de trabalho, dos quais 2.510 em Portugal, para responder à abertura de novas lojas e das grandes superfícies ao domingo.
JNM/PD
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