Marinho Pinto queixa-se, principalmente, do modo como foi noticiada a apresentação da candidatura de Elina Fraga, apoiada pelo bastonário, e com processos instaurados pelo Conselho Superior, órgão disciplinar da Ordem e que têm sido noticiados pela comunicação social.
O atual bastonário diz que os diários se têm interessado pelos processos disciplinares que recaem sobre Elina Fraga. “Não falam de outra coisa”, dando como exemplos a cobertura feita pelos jornais Público, Correio da Manhã e Diário de Notícias.
“O ‘Público’ veio cá ontem (segunda-feira). Eu falei, ela falou. Eles foram ouvir o Vasco Marques Correia. Hoje na notícia praticamente não falam da Elina Fraga. Falam de mim e do Vasco Marques Correia.”. A televisão, por sua vez, falou consigo e a seguir foi ouvir o antigo bastonário Rogério Alves, “que emitiu as suas opiniões sobre a minha opinião”.
“Quanto ao ‘Correio da Manhã’, nada”, acrescenta, aludindo à ausência de cobertura. O ainda bastonário reconhece que a candidata, após ter recusado falar à televisão, começou também a recusar fazê-lo aos jornais, “pois tudo o que diz sai deturpado”.
Ainda em relação ao envolvimento das agências de comunicação, invoca a experiência pessoal: “Há uns anos, eu era um dirigente na Ordem e tínhamos uma agência. Fizemos aqui uma iniciativa, mas no jornal que nos interessava não apareceu nada. Eu disse ao então bastonário José Miguel Júdice: estamos aqui a pagar uma fortuna, não apareceu nada. Ele chamou a pessoa e passou-lhe um raspanete. Menos de uma hora depois, telefonaram-me desse jornal”.
“Quando aqui cheguei como bastonário, nós tínhamos uma agência”, recorda. “A primeira coisa que fiz foi dizer que não precisava dos seus serviços”.

